segunda-feira, setembro 07, 2009

INEM investiu 13.500.000 de euros em meios de socorro dos bombeiros - 1ª parte


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Ambulâncias do INEM e dos bombeiros

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) anunciou que ao longo do último ano e meio investiu 13.500.000 de euros em ambulâncias e postos de emergência médica junto dos corpos de bombeiros voluntários.

Este valor corresponde à aquisição de novas ambulâncias para 150 postos existentes e de 40 novos postos, igualmente com ambulâncias, todos eles adstritos a corpos de bombeiros voluntários.

As ambulâncias incluem diversos níveis de equipamento, com várias unidades equipadas com Suporte Básico de Vida e posicionadas em locais mais afastados de serviços de emergência ou onde se verifique uma maior necessidade deste tipo de valência.

Existe uma manifesta necessidade de reequipar as corporações e de substituir meios obsoletos por outros mais recentes, mas tal não compensa, de forma alguma o contínuo aumento de distâncias entre as populações de zonas remotas do Interior e os serviços de urgência.

"Ninguém me livra desse..."


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Arcebispo Thomas Becket

Quando Henrique II, rei de Inglaterra, gritou diante da sua corte "ninguém me livra desse padre", referindo-se a Thomas Becket, dificilmente imaginaria a trágica sequência de acontecimentos que acabara de se iniciar.

Acreditando que prestavam um valioso serviço ao rei, nobres da corte assassinaram aquele que fora durante anos conselheiro e amigo de Henrique II e por quem este, não obstante as divergências, mantinha um óbvio respeito e consideração.

Ainda hoje, aos olhos da História, independentemente do que realmente sucedeu, Henrique II continua a ser o responsável pela morte do antigo Arcebispo de Cantuária, algo que não pretendia que acontecesse e que manifestamente o penalizaria.

Poucos aprendem com a História e hoje, quando um dirigente político toma algo ou alguém como um adversário que deve ser eliminado, independentemente da sua culpa, assume sempre perante todos a responsabilidade de um acto que pode, em última instância, ser o primeiro a lamentar.

No século XII, pedia-se desculpa e fazia-se penitência, hoje em dia há princípios que parecem esquecidos num Mundo em que os actos não têm consequências...

domingo, setembro 06, 2009

Incêndios esquecidos continuam


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Um helicóptero durante o combate a um incêndio florestal

O aproximar de um período eleitoral e uma conjuntura política algo perturbada por uma sequência de notícias inquietantes, tem relegado para planos cada vez mais secundários a continuação de numerosos incêndios florestais em Portugal.

Entre os fogos deste sábado merecem especial destaque o que deflagrou pelas 09:23 em Ribamondego, no concelho de Gouveia, distrito da Guarda e consumiu zonas de pinhal e eucaliptal, bem como o que teve início perto da hora de almoço em Porqueira, no concelho de Monção, distrito de Viana do Castelo.

Só estes dois fogos mobilizaram perto de centena e meia de bombeiros, apoiados por mais de uma trintena de viaturas e cinco meios aéreos, segundo os dados da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), que os enquadra numa situação global que merece atenção.

No entanto, sejam estas duas ocorrências, sejam as que se verificaram em todo o País e que merecem uma especial atenção por parte da ANPC foram preteridas em prol de notícias que se repetem até ao infinito e a longas considerações sobre resultados desportivos que, independentemente da sua importância, terão menos impacto na vida das populações locais do que os incêndios que lhes vão destruindo os meios de subsistência e arruinando o futuro.

Aparentemente, num ano em que o número de incêndios a a própria área ardida aumenta, esta é uma temática incómoda e fora de moda, tal como tudo o que diz respeito ao ambiente, facto que acaba por ser confirmado pela ausência de medidas nos programas eleitorais das principais forças políticas.

sábado, setembro 05, 2009

Projecções e datums em linguagem comum - 1ª parte


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Parte de um planisfério

De uma forma simples e esquecendo qualquer termo técnico, uma projecção pode ser descrita da seguinte forma.

Partindo de uma parte de uma bola, onde está desenhado um mapa pretende-se convertê-lo num mapa plano, com um mínimo de erros e reproduzindo tão fielmente quanto possível o original, mantendo as distância aproximadas.

Não se consegue uma superfície regular, nem um efeito previsível se nos limitar-mos a esmagar a bola, pelo que se opta por escolher um ponto, mais ou menos a meio ou numa zona que consideres importante e começar a fazer cortes que partem daí para as extremidades.

A escolha do local inicial, a partir do qual se procedem aos cortes, é relevante, pois quanto mais longe deste ponto, maior será a distorção e, consequentemente, os erros a nível de distâncias dada a existência de linhas divergentes.

Assim, faz todo o sentido que o local de origem varie conforma a zona que irá abranger o sistema cartográfico em questão, dando origem aos vários "datums" existentes, os quais acabam por estar intimamente relacionados com o efeito de distorção que é potenciado pela planificação de uma superfície curva.

sexta-feira, setembro 04, 2009

"Jerry cans" no EBay alemão - 3ª parte


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Alguns "jerry cans" adquiridos no EBay

Outra opção, para quem queira um aspecto quase novo, é a de recorrer a um "spray" de verde fosco e dar duas ou três camadas sobre a existente, sendo conveniente limpar cuidadosamente os "jerry cans", sobretudo no respeitande a gorduras, antes de proceder à pintura.

Para proceder à pintura, após a limpeza, sugerimos pendurar os "jerry cans" numa corda que passe pelas pegas e pintar toda a superfície de uma só vez, de modo a que exista um efeito de selagem tão bom quanto possível.

Desta forma, por um valor módico e sem a necessidade de encomendar grandes quantidades, será possível obter "jerry cans" com especificações militares, de qualidade muito superior aos que se costuma encontrar no mercado e, após pintados, com um aspecto quase novo, pronto a serem postos ao serviço numa qualquer expedição.

Numa fase posterior, dado que os suportes para os "jerry cans" tendem a ser dispendiosos, seja pelo preço, seja pelos portes inerentes ao seu peso e volume, iremos proceder à sua construção, numa versão capaz de conter três unidades, a qual será colocada no local de um dos bancos laterais do Serie, do lado oposto ao deposito de combustível original, de modo a equilibrar um pouco o peso transportado.

Canadair italianos em Portugal - 3ª parte


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Um Canadair no combate a um fogo florestal

De entre as opções erradas, seja objectivamente, seja subjectivamente dada a mensagem que enviam, é de salientar o encerramento de serviços e valências que para as populações locais significa uma intenção de abandono por parte do poder central e se traduz no cada vez maior abandono dessas regiões.

A decisão de usar meios temporários ou optar por soluções defenitivas corresponde, logicamente, a instâncias diferentes, mas não podemos esquecer que no primeiro caso, estamos a falar de controle de danos, dos quais, independentemente do sucesso obtido, resulta sempre um prejuizo objectivo, que pode ser minimizado, mas que não deixa de ter um significativo impacto social.

Procurar soluções defenitivas, menos imediatistas e que se sentem a longo prazo, tem, por seu lado, custos óbvios, a suportar na actualidade, e apenas proveitos num futuro de médio ou longo prazo, algo que surge demasiado longínquo para enquadrar num calendário eleitoral onde alterações estruturais deem algum fruto, razão pela qual não vemos interessados em planear e perspectivar algo de defenitivo.

Enquanto o planeamento for sacrificado em prol do curto prazo e de algum controle de danos e contenção noticiosa, pouco mais podemos esperar do que o eternizar de uma desertificação e a falta de sustentabilidade de uma larga parte do território nacional, cada vez mais despovoado e empobrecido.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Câmara de vigilância para veículos - 2ª parte


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Esquema da câmara de vigilância

Juntamente com a câmara é igualmente fornecido um sistema de fixação orientável, fácil de instalar no parabrisas através de uma ventosa com sucção, sendo a direcção da gravação aferida através de um "laser" incorporado, o qual se destina apenas a esta função.

Para efeitos de visualizar ou descarregar o vídeo, são incluidos cabos AV, para ligação a uma televisão convencional, e um cabo USB para ligação a um computador, para onde se pode transferir a informação alojada na câmara.

Com dimensões de apenas 78 x 62 x 29 mm, sem incluir o sistema de fixação, esta é uma câmara de dimensões muito reduzidas, fácil de utilizar recorrendo apenas a alguns botões e que pode ser útil em múltiplas circunstâncias, seja a nível profissional, seja para efeitos pessoais sempre que seja necessário gravar um trajecto ou mesmo realizar um pequeno filme de uma actividade radical.

Este é apenas um de vários modelos existentes, que usamos como exemplo, com preços que rondam a meia centena de euros, a que se podem adicionar despesas alfandegárias, e podem servir de testemunhas em situações de alguma complexidade ou mesmo de litígio.

Canadair italianos em Portugal - 2ª parte


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Um Canadair no combate a um fogo florestal

A resposta tem sido, manifestamente, o recurso ao aumento do número de meios aéreos, os quais não dependem de efectivos em terra, nem de acessibilidades, nem vêm a acção comprometida pela falta de infraestruturas locais, mas que oneram pesadamente o Estado e não são uma solução defenitiva.

Por outro lado, dado que os meios aéreos não operam durante a noite, a evolução favorável das condições climáticas que resultam da diminuição da temperatura e do aumento de humidade é contrariada pela perda dos meios que asseguravam o sucesso no combate.

Assim, as vantagens climáticas são fortemente atenuadas por uma muito substancial redução na eficácia do combate, onde a preponderância dos meios aéreos tende a aumentar, resultando numa quase situação de empate técnico que se salda muitas vezes por um prolongar dos fogos até nova intervenção aérea.

O recurso temporário, absolutamente necessário em situações específicas, acaba, portanto, por se confundir com a solução, a qual passa por modificações substanciais, que implicam alterações políticas e favoreçam o repovoamente e reodenamento do Interior do País, algo que várias das recentes opções governativas acaba por desfavorecer.

quarta-feira, setembro 02, 2009

Câmara de vigilância para veículos - 1ª parte


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A câmara de vigilância

Este sistema de gravação de vídeos em formato digital foi concebido essencialmente para gravar trajectos em veículos, registando imagens e som de uma viagem de modo a poder posteriormente ser consultado num computador pessoal

Em termos de funcionamento, trata-se de um sistema baseado num sensor CMOS de 1/4" com capacidade para gravar até 30 imagens por minuto numa resolução de 640x480 pixeis, podendo ser usada de noite, com algumas limitações, devido a um sistema de focos do tipo "led" incorporados.

O vídeo, em formato AVI é gravado num cartão SD ou MMC de capacidade entre os 128 Mb e os 32 Gb, sendo a gravação do tipo circular, ou seja, quando chega ao fim começa a gravar no início da memória, susbtituindo a informação aí contida.

A alimentação é efectuada através de uma bateria interna recarregável de iões de lítio, mas a câmara também pode ser ligada a uma tomada de isqueiro através de um cabo adaptador fornecido conjuntamente.

Canadair italianos em Portugal - 1ª parte


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Um Canadair no combate a um fogo florestal

Com o agravar da situação dos incêndios florestais nos últimos dias, a Comissão Europeia decidiu enviar para Portugal dois aviões pesados Canadair, reforçando assim o já significativo conjunto de meios aéreos disponíveis para o combate aos fogos.

O aumento relativamente a 2008 resulta, em parte, do agravar das condições atmosféricas ocorrido este ano, desmentindo assim as afirmações governamentais que, em alturas mais favoráveis, minimizavam a importância de factores decisivos.

Também é de notar que existe uma cada vez maior necessidade de recurso a meios aéreos, o que denota a insuficiência de meios terrestres em zonas demasiado despovoadas, onde as corporações já não dispoem de uma base de recrutamento adequada, e onde a falta de aproveitamento e de limpeza das terras permitem um avanço fácil das chamas.

Nota-se igualmente que existem dificuldades consideráveis em termos de acessibilidades, igualmente fruto de falta de ocupação das terras, mas igualmente de um conjunto de restrições à circulação fora de estrada, impedindo que actividades que mantinham circuláveis caminhos florestais deixem de ser transitáveis.

terça-feira, setembro 01, 2009

Substitutos de placas de desatascamento no EBay alemão - 2ª parte


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Substitutos de placas de desatascamento

Assim, com um único conjunto de 16 peças podem-se obter 4 unidades para cada roda, as quais podem ser fixas entre sí através de pequenas correntes, correias ou tirantes, de modo a que se mantenham unidas entre sí mesmo em situações de esforço, atingindo uma extensão total que se aproxima dos 2 metros.

A perto de uma trintena de centímetros de largura será, em princípio, suficiente, mas também é possível prender as placas de modo a que a largura aumente à custa do comprimento, solução a ter em conta em situações onde haja a possibilidade de desvios laterais mais significativos.

O facto de serem de pequenas dimensões, apesar das limitações inerentes, também facilita a sua arrumação no interior de uma viatura, sendo que este conjunto completo acaba por ficar contido numa caixa com perto de 50 x 30 x 16 cm, provavelmente mais fácil de acondicionar do que as pranchas com mais de um metro de comprimento feitas especificamente para efeitos de desatascamento.

Não pretendemos comparar um conjunto que custa perto de uma trintena de euros com um que pode custar, incluindo portes, umas cinco vezes mais, mas tão somente propor alternativas para quem, por razões económicas ou mesmo por funcionalidades, tenha que optar por uma solução diferente.

Um triste mês de Agosto - 2 ª parte


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Bombeiros no combate a um incêndio florestal

Apesar do aumento de incidências relativamente ao ano anterior, não obstante os valores continuarem abaixo da média, é de realçar que o tratamento a nível de comunicação social tem sido francamente mais discreto, destacando apenas os fogos que decorrem perto de zonas populacionais de relevo, como sucedeu com o recente fogo no concelho de Sintra enquanto as restantes ocorrências tendem a ser noticiadas em edições menos vistas.

Verifica-se que as situações mais complexas, onde se verificou uma maior área ardida e se empenharam mais meios de combate foram relativamente negligenciadas, com a importância a decair na proporção inversa da distância entre o local da ocorrência e as cidades de Lisboa e Porto.

Manifestamente, após anos em que os fogos eram notícia de abertura, facto que se justificava parcialmente devido à extensa área ardida e ao número de vítimas, passou-se para o extremo oposto, com uma quase permanente omissão que, podendo ter alguns efeitos benéficos colaterais, acaba por minimizar um problema que continua bem real.

Se bem que o impacto dos incêndios tenha diminuido em termos absolutos ao longo dos últimos anos, não é menos verdade que continuam a atingir severamente a cada vez mais diminuta área florestal nacional, pelo que agravidade da perda de um hectar hoje ultrapassa em muito, a nível de consequência directas e indirectas, as que resultavam da devastação de uma área idêntica na década passada.