terça-feira, dezembro 07, 2010

Snaptu adiciona funcionalidades a telemóveis antigos

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Écran de entrada do Snaptu

Prolongar a vida de telemóveis antigos, adicionando novas funcionalidades, como um melhor acesso a redes sociais, tem um impacto importante em diversos mercados, onde a longevidade dos equipamentos é francamente superior à que se verifica entre nós.

O Snaptu é uma aplicação que aumenta as capacidades de telemóveis antigos e, embora não os equipare aos modelos mais recentes, permite um conjunto de funcionalidades e de integração de aplicações que os compatibiliza com o acesso a diversos "sites", aumentando a rapidez e a facilidade de navegação.

O Snaptu está escrito em Java e suporta a maioria dos telemóveis compatíveis com esta linguagem, incluindo aplicações destinadas a aceder ao Facebook ou ao Twiter e muitas das dúvidas podem ser esclarecidas no Fórum ondeas aplicações são debatidas pelos utilizadores.

Para obter a aplicação basta aceder ao "site" da Snaptu e descarregar gratuitamente o programa, instalando-o no telemóvel de acordo com as instruções fornecidas, após o que esta ficará pronta para ser utilizada.

Governo admite necessidade de mais meios de limpeza da neve - 2ª parte

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Nevão em Portugal

Deve-se colocar a questão da existência de veículos dedicados ou, em alternativa, de equipamentos amovíveis que possam ser instalados, mesmo que com pequenas alterações e sem desvirtuar a sua concepção e utilização original, em viaturas existentes, de modo a que estas sejam facilmente convertíveis.

Adicionar as lâminas de remoção de neve ou reservatórios de sal-gema, utilizado para derreter a neve, a veículos existentes, desde que com características que lhes permita circular em segurança sobre superfícies cobertas de neve e gelo, algo que tendencialmente é apanágio de modelos com tracção integral, será uma solução a ter em conta.

Também o número de veículos com capacidade de rebocar ou mesmo desempanar outras viaturas que fiquem retidas na neve necessita de ser aumentado, sobretudo por se verificarem defeciencias a nível da interdição de vias e, infelizmente, à falta de consciência de muitos condutores que insistem em circular em condições para as quais nem os próprios nem os veículos que conduzem estão preparados.

Já não é a primeira vez que abordamos a questão da irresponsabilidade, mais do que falta de civismo, de muitos automobilistas que não respeitam as indicações das autoridade, obrigando tantas vezes a difíceis e onerosas operações de salvamento que implicam sempre algum grau de risco para quem nelas participa, obrigando a empenhar meios que, de outra forma, poderiam ser utilizados noutras missões.

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Nova versão do Google Earth integra o Street View - 2ª parte

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Écran do Google Earth

Muitos utilizadores continuam a não se aperceber das principais diferenças entre o Google Earth, um programa que funciona localmente e permite armazenar dados num suporte magnético local, e o Google Maps, que funciona dentro de um "browser" e requer uma ligação à Internet e portanto não optam pela solução mais adequada a cada caso.

Se por um lado o Google Maps não implica qualquer tipo de instalação e é compatível com um vulgar "browser", o Google Earth funciona num número limitado de plataformas, como um computador pessoal, podendo, caso se guarde em "cache" a zona a visualizar, continuar a ser utilizável mesmo sem ligação à Internet recorrendo aos dados armazenados.

Possuindo um motor local, instalado no próprio computador, recorrendo a distintas formas de utilização da placa gráfica e beneficiando de rotinas de programação do próprio sistema operativo, o Google Earth será mais rápido na apresentação de imagens, se bem que mais pesado e exigentes em termos de recursos, estando, no entanto, ao alcance de qualquer modelo de computador recente.

Tal como nas versões anteriores, o Google Earth mantém-se gratuito na sua versão base e a sua actualização é mais que recomendada pela implementação do Street View e pela melhoria do desempenho resultante da optimização a nível de programação.

Governo admite necessidade de mais meios de limpeza da neve - 1ª parte

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Nevão em Portugal

Ante o número de vias de circulação e de serviços encerrados, o secretário de Estado da Protecção Civil reconheceu a necessidade de aumentar o número de veículos de limpeza de neve, algo há muito exigido pelas populações residentes ou circulando nas zonas mais atingidas.

Da trintena de vias encerradas resultam inúmeras situações problemáticas, diversas vezes enunciadas, bem como um prejuizo difícil de calcular em termos da actividade económica, não se podendo considerar esta vaga de frio nem como anormal em termos de temperatura nem da extensão da sua duração.

A escassez de meios há muito que é conhecida, sendo quase constantes as comparações com o País vizinho, onde, perante condições climáticas semelhantes, as condições de circulação são francamente melhores, fruto de uma maior limpeza das vias.

No entanto, não estamos apenas perante uma questão de limpeza da neve, mas da própria concepção de diversas vias, que pelo seu traçado e características são propensas à acumulação de neve e gelo, dificultando a limpeza e tornando perigosa a sua utilização durante períodos de mau tempo.

domingo, dezembro 05, 2010

Primeiras neves paralizam cidades no Norte - 3ª parte

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Nevão em Portugal

Sem um mínimo de recursos locais, a possibilidade de ocorrerem situações da maior gravidade aumenta na medida em que durante cada Inverno aumenta o número de vagas de frio, com o envelhecimento dos residentes, com as carências alimentares resultantes do isolamento e da crise que o País atravessa, bem como do desinteresse por parte do poder central em inverter este processo de degradação e empobrecimento do Interior.

Estas dificuldades e limitações em caso de mau tempo, são facilmente comprovadas pela quase paralização de diversos serviços, encerramento de escolas e quase impossibilidade de abastecimento de algumas povoações mais isoladas, onde apenas alguns veículos todo o terreno conseguem chegar com um mínimo de items de primeira necessidade.

Recomendamos a todos quantos se desloquem a zonas onde tenha caido neve que utilizem pneus adequados, algo que só se justifica economicamente caso tenham uma utilização prolongada, inerente à residência em zonas onde neve com frequência, ou, em alternativa, correntes, as quais podem ser adquiridas por um valor módico.

No entanto, mesmo com pneus ou correntes, circular sobre a neve obriga sempre a uma atenção especial, mantendo velocidades reduzidas e adoptando um estilo de condução defensiva, sem reações ou movimentos bruscos, seja em aceleração ou travagem, seja na mudança de direcção, lembrando sempre que a neve pode esconder outros obstáculos.

sábado, dezembro 04, 2010

Nova versão do Google Earth integra o Street View - 1ª parte

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Écran do Google Earth

A recém anunciada versão 6 do Google Earth integra agora o Street View, a perspectiva tridimensional ao nível do solo e em grande detalhe das ruas das cidades onde este levantamento foi efectuado, permitindo assim uma visita virtual a estas localidades.

O funcionamento do Street View no Google Earth é muito semelhante ao do Google Maps, com alternância com a visualização ao nível da rua, para o local onde se pretende central o ponto de observação, sendo esta válido para as ruas com contornos delimitados a azul.

Esta nova funcionalidade vem colocar o Google Earth ao nível do Google Maps em termos de detalhes, e vem ao encontro das pretensões de muitos utilizadores que apreciam ver a sua vizinhança ou locais de referência com o maior detalhe possível.

Outras funcionalidades, como as viagens ao passado, estão agora facilitadas, bastanto escolher a data pretendida para ver uma cidade ou rua no época selecionada e estão disponíveis dezenas de modelos tridimensionais de árvores, entre as quais diversas espécies raras ou ameaçadas.

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Pagar o inútil e ficar pior - 2ª parte

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As iluminações na Guerra Junqueiro

Saltam à vista os desníveis, ou taludes, implementados por razões meramente estéticas, sem sustentação, e cuja terra, bem como a escassa relva, são devastados pelas chuvas, enlameando toda a área circundante, a ponto de se converter num perigo para a circulação automóvel, para além de um severo incómodo para os transeuntes.

Acresce a diminuição do espaço útil, reduzindo os espaços de convívio e de circulação, onde ao longo de anos se realizou uma feira de Colecionismo, a qual já não encontra espaço após as obras, restando, como fraco consolo, o facto de os taludes, sem sustentação, escorregadios e traiçoeiros, serem um interessante obstáculo para quem os queira utilizar na prática de todo o terreno.

Imediatamente a seguir à Pr. de Londres, surge a Av. Guerra Junqueiro, que faz ligação desta à Alameda D. Afonso Henriques, onde pontificam umas curiosas iluminações natalicias vermelhas, assustadoramente apropriadas para o "Halloween", mas quem em nada parecem apropriadas para o clima ou atmosfera associados ao Natal.

Entre sustos e lamentos, a única certeza é o flagrante desperdício de verbas públicas, esbanjadas em obras que, menos que inúteis, prejudicam quem usufruia da praça, a que se adiciona o tenebroso aspecto de uma avenida iluminada a vermelho, igualmente paga por quem bem se pode assustar perante tal cenário e pelo esbanjamento que este significa.

CE prevê "ano terrível" - 2ª parte

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Desemprego em Portugal

Entre os cortes mais receados encontram-se aqueles que atingem a área da Saúde, que implicam uma diminuição de despesas em diversos sectores, incluindo nos cuidados hospitalares e no próprio socorro, mas também nas transferências para as autarquias, responsáveis por um número crescente de missões no ordenamento do território e prevenção e combate aos fogos.

Sem acções de prevenção e com cortes no reequipamento das corporações, que vêm assim os seus meios cada vez mais degradados, impõe-se, desde já, começar a equacionar a próxima época dos fogos, que encontrará o País numa situação de maior vulnerabilidade face ao habitual, sendo, inclusivé, de temer que os meios contratados durante a época de maior risco sofram uma redução substancial.

É, efectivamente, possível poupar em diversas áreas, inclusivé no combate aos fogos, para usarmos este exemplo, mas tal implica investir agora para evitar custos mais elevados no futuro, sendo mais que óbvio que da falta de investimento resultarão elevadas despesas no espaço de poucos meses, às quais se tem que adicionar perda de rendimentos e consequente diminuição de receitas fiscais.

O "ano terrível" que as instâncias comunitárias prevêm irão muito além de problemas económicos e sociais, atingindo directamente a segurança dos cidadãos e abalando, uma vez mais, a confiança que estes ainda depositam no Estado, e sem a qual dificilmente aceitarão os cada vez maiores sacrifícios que este impõe.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Pagar o inútil e ficar pior - 1ª parte

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A "nova" Pr. de Londres

Não é comum abordarmos questões relacionadas com o urbanismo, na sua vertente estética, ou as decorações que surgem nesta época do ano, mas o absurdo de algumas situações, onde se verificou um substancial investimento da autarquia, justifica um par de fotos e algumas reflexões.

Quem habita em Lisboa, e muitos dos que visitam a Capital, conhecem a Pr. de Londres, localizada no fim da Av. de Roma, e, portanto, numa zona central da cidade, onde o comércio e alguns locais de lazer ou convívio, como a Pastelaria Mexicana, atraem numerosos visitantes.

A velha praça há muito que necessitava de obras de requalificação, tendo a Junta de Freguesia de S. João de Deus efectuado uma proposta nesse sentido, mantendo a traça original, que data de meados do século passado, a qual foi preterida a favor de outra, da responsabilidade da Câmara Municipal, que, para além de incomparavelmente mais dispendiosa, modificava em muito o aspecto e funcionalidade da praça.

Após um longo período de obras, ainda por concluir, podem-se, no entanto, tirar algumas conclusões deste empreendimento, que consideramos exemplificativo do muito de mau que se faz neste País, enquanto se esbanja o dinheiro dos contribuintes.

Primeiras neves paralizam cidades no Norte - 2ª parte

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Nevão em Portugal

O número de veículos de socorro adequados ao transporte de doentes e com capacidade para circular em condições extremas, nomeadamente sobre neve ou gelo, é escasso e inexistente em numerosos concelhos onde os nevões são comuns.

Mesmo o número de correntes ou lonas para montar nos pneus instalados continua a ser escasso e os que estão disponíveis para veículos de socorro muito insuficientes, sendo-no entanto, incapazes de assegurar condições de circulação em muitas das vias encerradas devido à neve.

Restaria a evacuação por via aérea, algo que se sabe ser impossível durante a noite ou com mau tempo, que se associa às condições de circulação em terra, deixando sem alternativas viáveis de socorro quem dele necessite e se encontre num Interior remoto e sem meios de atendimento próprios que, mesmo não sendo um atendimento permanente, deviam ser equacionados recorrendo a outras soluções.

No passado sugerimos que fosse dada formação a voluntários e colocado um mínimo de equipamentos e medicamentos nas localidades mais isoladas, como forma de, se não uma primeira intervenção, pelo menos uma triagem e uma capacidade mínima de resposta supervisionada por uma entidade competente, evitando assim um completo abandono de algumas populações isoladas, tipicamente compostas por uma maioria de idosos.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

CE prevê "ano terrível" - 1ª parte

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Pobreza em Portugal

Em textos que publicamos, mencionamos repetidamente o irrealismo do quadro de conjuntura macro-económica e as previsões constantes do recentemente aprovado Orçamento Geral do Estado e de que este foi feito partindo dos resultados pretendidos, a partir dos quais se criou um cenário fictício.

Com a confirmação dos erros destas previsões por parte das próprias instâncias comunitárias e a recusa do Governo português em efectuar mais reformas ou alterarções, para além das já aprovadas, e a conhecida falta de rigor orçamental, patente nas excepções das reduções da massa salarial aprovadas durante a discussão do Orçamento, temos, inevitavelmente, de temer o pior.

Um flagrante erro orçamental tem como consequências quase imediatas o aumento das taxas de juro ou a impossibilidade de obter os créditos necessários ao regular funcionamento dos mecanismos e instituições do Estado, resultando na falta de verbas para suprir despesas correntes, que vão desde a prestação de serviços até ao cumprimento de compromissos, podendo, no limite, chegar a falhas no pagamento de salários.

Sabendo-se que, mesmo em condições de suposta normalidade, as prioridades são muitas vezes invertidas, dando-se prioridade ao supérfulo e desnecessário e preterindo-se o que, sendo essencial, não promove as aparências e a ostentação que parecem ser o fulcro da acção política, teme-se que a vulnerabilidade do País aumente substancialmente, com consequências directas na vida de todos.