terça-feira, dezembro 13, 2005

Freguesias de Pombal criam corpo de bombeiros


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Bombeiros Voluntários de Pombal

A devastação provocada pelos incêndios do Verão passado levou três freguesias do concelho de Pombal, Guia, Ilha e Mata Mourisca, a unirem-se para criar uma nova corporação de bombeiros.

A construção do quartel vai custar 600.000 euros, mas a julgar pelo entusiasmo da população, o novo corpo de voluntários deverá estar apto a entrar em acção na próxima época de fogos florestais.

A ideia de criar uma secção Oeste dos Bombeiros Voluntários de Pombal surgiu pela primeira vez na década de 70, mas só agora, depois dos trágicos fogos do ano passado, começou a ser concretizada.

Em simultâneo, foi iniciado um curso de formação para bombeiros, no qual se inscreveram mais de uma centena de voluntários destas freguesias.

“É um projecto muito importante em que todos estamos muito empenhados”, conforme realçou o comandante dos Voluntários de Pombal, José Costa, para quem a criação da nova corporação também servirá para reforçar o socorro na futura via rápida que vai passar naquela zona.

Esta forma de resposta das populações é de louvar, sobretudo num País onde a tendência é responsabilizar o Estado pela resolução de todos os problemas, enquanto se esquece o papel da sociedade civíl, cada vez mais alheia às questões que a todos atormentam.

Assim, para além de desejar boa sorte para este projecto, esperamos que outros lhe sigam o exemplo e recebam os merecidos apoios por parte das entidades oficiais.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Ambientalistas da Amadora


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Blog dos Ambientalistas da Amadora

Adicionamos a ligação para o blog dos Ambientalistas da Amadora, onde são debatidos problemas de carácter ambiental comuns aos grandes centros urbanos.

Sobretudo a quem habita nesta área urbana, aconselhamos não só a visita mas também a contribuição através da denúncia de situações que necessitem de ser corrigidas, utilizando o contacto de correio electrónico disponibilizado.

Seguradoras obrigadas a pagar mais depressa


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Land Rover à espera de seguradora

O Governo prepara-se para obrigar as companhias de seguros a acelerarem os pagamentos das indemnizações em caso de sinistros automóveis, através de uma proposta legislativa que está a ser discutida entre as secretarias de Estado da Defesa do Consumidor e das Finanças e o Instituto de Seguros de Portugal (ISP) e prevê a aplicação de multas para as seguradoras que não cumprirem com os prazos definidos pelo Executivo.

Segundo uma fonte oficial do gabinete de Fernando Serrasqueiro "actualmente, quer haja ou não declaração amigável de acidente automóvel subscrita pelos intervenientes num acidente, os segurados continuam a ser prejudicados pelos atrasos das empresas de seguros que tardam em reconhecer a sua responsabilidade e, consequentemente, a proceder ao pagamento das indemnizações devidas".

Assim, "o objectivo da Secretaria de Estado é o de estabelecer prazos para o cumprimento das obrigações das seguradoras, nomeadamente prazos para a realização de peritagens, para a assunção da sua responsabilidade e para o pagamento das indemnizações devidas e dos serviços prestados em sede de regularização do sinistro. O não cumprimento dos prazos estabelecidos dará lugar a coimas e outras sanções acessórias".

Como complemento das recentes alterações de que resultam a anulação dos seguros quando estes não sejam pagos dentro dos prazos, particularmente bem vinda pelas seguradoras, esta nova iniciativa legislativa vem dar resposta a muitas queixas legítimas dos segurados, que em muitos casos esperam anos até obterem uma indemnização.

Lembramos ainda que, segundo dados das próprias seguradoras, o prazo médio para pagamento de uma indemnização por danos corporais é de 3 anos, sendo que nos casos mais complexos esta pode apenas ser paga por imposição judicial após esgotados todos os recursos o que equivale, frequentemente, a mais de 10 anos de espera.

Estamos conscientes de que há prazos mínimos que devem ser determinados de forma realista, permitindo as necessárias investigações e apuramento de responsabilidades, mas as estratégias dilatórias de muitas seguradoras que visam pressionar no sentido de um mau acordo obtido rapidamente em detrimento de uma solução justa que pode tardar, há muito que deviam ter obrigado a esta alteração legislativa.

domingo, dezembro 11, 2005

Land Rovers militares em Portugal - 2 ª foto


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Shorland da GNR e Série 3 da Armada

Destaca-se a versão blindada, designada por Shorland, e que foi utilizada durante anos pela GNR, nomeadamente integrado em unidades de Cavalaria.

Existindo em diversas versões baseadas no 109, o modelo utilizado em Portugal inclui dotação para uma metralhadora ligeira e um sistema de lançamento de fumo para protecção, o que permite a sua utilização como veículo de reconhecimento.

Foram construidos diversos modelos de Shorland, com base em Série 2 e 3, tendo sido utilizados inicialmente na Irlanda, após o que foram adoptados por diversos países europeus, dando início a uma série de variantes blindadas, algumas das quais ainda em uso.

Quando o Shorland 5 deixou de ser produzido, as várias variantes estvam ao serviço em 38 países, da Argentina à Malásia, passando pela Líbia ou pelo Burundi, havendo ainda um grande número de modelos específicos para funções tão diversas como a segurança de aeroportos ou luta anti-motim.

A título de curiosidade, podemos adiantar que em 1966 o Shorland custava 4.500 libras, excluindo armas, rádio e sistemas de aquecimento ou refrigeração de alta capacidade, o que é, apesar de tudo, um preço quase imbatível que o tornou popular em muitos países.

Dado ser um veículo interessante, voltaremos ao Shorland em breve, nomeadamente para incluir algums detalhes suplementares e o folheto publicitário da época.

O outro modelo, um Série 3 da Armada está adaptado para reboque de viaturas e atrelados, sendo provavelmente um pronto socorro ligeiro, possibilidade que é reforçada pela existência de um rotativo e do sinal montado na capota.

Sendo mais comum, existia também em versões civís, correspondendo a uma adaptação simples de realizar utilizando um Série 3 curto, pelo que não será de estranhar se um dia virmos num encontro de Land Rover a assistência ser prestada por um destes veículos.

Soft-Top adquirido no Ebay - 2ª parte


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Calhas para portas e parabrisas

Este é o conjunto de peças mais difícil de obter em 2ª mão, e realmente só por uma vez as encontramos à venda no Ebay, pelo que aproveitamos para as adquirir em vez de dispender algumas centenas de euros num conjunto novo.

É um pouco mais comum encontrar conjuntos equivalentes para os Defender os quais, infelizmente, são incompatíveis com os Série, pelo que é necessário esperar pelo modelo apropriado.

Na imagem pode-se ver que a peça que se coloca sobre o para-brisas está em duplicado, e, a avaliar pelos restos de pintura agora já removidos, seriam provenientes de um veículo militar inglês com a típica camuflagem em tons de verde e preto.

Não se nota nesta fotografia, mas as peças que correm sobre as portas têm aparafusados os cantos que permitirão ligar a calha que fica sobre o parabrisas, pelo que o conjunto para um "truck cab" em lona está completo, com excepção de alguns parafusos e do 1º arco.

Logicamente, o primeiro passo é endireitar qualquer parte que disso necessite, algo raro neste tipo de peças, e remover os restos de tinta com recurso ao decapante e a uma lixa de aço.

Uma opção que pode ser interessante, será a de galvanizar todas estas peças, contribuindo assim para uma maior duração das mesmas, sendo que o processo não é particularmente dispendioso e dá um acabamento mais profissional.

A questão da galvanização será tratada na mesma altura em que avaliarmos qual o tratamento a fazer a algumas peças metálicas recentemente adquiridas, concretamente os reforços da caixa de carga, e que também necessitam de acabamentos, estando ainda dentro do orçamento que fizemos e no qual incluimos 50 euros para extras.

Sabendo como é fácil ultrapassar os custos previstos, a existência de um orçamento é um factor importante de controle de despesas que, infelizmente, é uma prática pouco comum em Portugal, mas que, sem recursos a receitas extraordinárias, tentaremos cumprir.

sábado, dezembro 10, 2005

Cruzamento de dados entre seguradoras e a DGV


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Site da Direcção Geral de Viação

O Governo acolheu de forma positiva uma eventual troca de informações entre a Associação Portuguesa de Seguradores (APS) e a Direcção-Geral de Viação (DGV), de modo a verificar se os documentos emitidos correspondem a veículos com seguro.

Ambas as entidades estão há 5 anos em negociações para celebrarem um protocolo que permita o acesso recíproco às bases de dados, mas até hoje todas as tentativas têm falhado.

Em 2001, a Comissão Nacional de Protecção de Dados arquivou o primeiro projecto de documento, em virtude de não terem sido introduzidas as alterações recomendadas e uma segunda tentativa, feita em 2003, espera ainda por um parecer desta Comissão, algo que, sendo típico em Portugal, é sempre de lamentar.

No entanto, nos avisos de seguros mais recentes, já é feita a menção à inscrição na base de dados da Associação Portuguesa de Seguradores de todos os casos em que estes sejam anulados por falta de pagamento, de forma a que sejam do conhecimento de todas as entidades envolvidas.

Entretanto, a validade dos seguros pode ser facilmente consultada via Internet, permitindo um contacto mais rápido com a seguradora onde tenham sido realizados.

Caso este sistema fosse automatizado e comparado com os registos da DGV, seria obtido o necessário cruzamento de dados, algo que está disponível para quem tenha acesso à Internet pelo que apenas a automatização do processo continua proibida.

Land Rovers militares em Portugal - 1 ª foto


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Range Rover da GNR e Lightweight da Armada

As forças armadas e de segurança portuguesas utilizaram ao longo dos anos diversos modelos de Land Rover nas mais variadas missões, sendo nosso propósito lembrar alguns deles, sobretudo modelos mais raros ou que, de alguma forma, se tenham distinguido.

Nesta foto o veículo mais interessante, dada a sua raridade, parece ser o Range Rover da GNR, pintado de branco e provavelmente destinado a funções de representação protocolar.

A matrícula desta versão descapotável, o único exemplar com esta característica que conheço, é GNR L-13 e já é do modelo aprovado pela Comunidade Europeia, tendo sido fotografado no Parque Eduardo VII em Lisboa.

O Lightweight da Armada aparenta ser uma versão standard, provavelmente destinada sobretudo ao Corpo de Fusileiros e com capacidade para operar nas inúmeras missões que esta força especial desempenhou durante os conflitos em África, mas que permaneceu ao serviço muito após o termo desta guerra.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Governo pondera criar Taxa de Carbono em 2006


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Poluição industrial

O Governo admite avançar já em 2006 com a criação da Taxa de Carbono, que incidirá sobre as actividades sociais e económicas mais poluentes, disse à Lusa o secretario de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

O governante, que falava à margem da Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, em Montreal, afirmou que esta "será uma medida seguramente desta legislatura, não estando fora de hipótese de avançar em 2006".

A Taxa de Carbono, que incidirá sobre as "actividades sociais e económicas que emitem mais dióxido de carbono, onerando-as", é um objectivo deste Governo, "no sentido de que estimular as boas praticas", afirmou Humberto Rosa para quem a medida contribuirá ainda para "o reforço financeiro do Fundo Português de Carbono, complementando as transferências do Orçamento de Estado".

O Fundo Português do Carbono, que irá ser criado pelo Governo, tem uma dotação de 6.000.000 de euros para 2006 e permitirá comprar licenças de emissões para fazer face às exigências do Protocolo de Quioto.

Ao abrigo deste protocolo, Portugal não pode ultrapassar em mais de 27% as emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) no período 2008-2012, tomando como referência o ano de 1990, em que se produziram 60.000.000 de toneladas de emissões, algo que, com as actuais tendencias, se afigura quase impossível mesmo tendo em conta as medidas constantes do último Orçamento Geral de Estado.

Verifica-se também que é através de medidas penalizadoras para as empresas e não pela via dos incentivos, dos apoios à modernização e de um novo enquadramento legal para as políticas energéticas, que o Governo pensa, erradamente, poder resolver o problema do excesso de emissões poluentes, sendo que esta suposta ponderação acerca da criação de uma Taxa de Carbono provavelmente esconde uma decisão já tomada.

Esta situação decorre da falta de políticas integradas e de uma verdadeira coordenação, sendo adoptadas medidas avulsas, de carácter economicista, mas sem verdadeiras perspectivas de mudança que permitam encarar o futuro com confiança.

Soft-Top adquirido no Ebay - 1ª parte


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Soft-Top adquirido no Ebay

A conversão de um modelo "hard-top" em "soft-top" obriga, normalmente, a um dispêndio elevado, dada a necessidade de adqurir a estrutura e a lona, cujos preço total facilmente ultrapassa os 600 euros se optarmos por material novo numa das muitas lojas "on-line" que o fornecem.

Decidimos, portanto, ir adquirindo estas peças aos poucos, em leilões ou em 2ª mão, de forma a conseguir o conjunto por um valor que, pretendemos, fique abaixo dos 200 euros, incluindo os transportes sempre dispendiosos a partir de Inglaterra.

Em termos de orçamento, a ideia inicial é de gastar até 75 euros na lona, outro tanto na armação e reservar 50 euros adicionais para outras peças ou reparações que sejam necessárias, sendo que neste valor não está incluida a barra de fixação dos cintos de segurança que já mencionamos.

No caso do nosso Série 3, esta conversão é permitida, estando contemplada no livrete do veículo, pelo que não existem entraves burocráticos como sucede em alguns modelos mais recentes.

O primeiro conjunto, de que falaremos proximamente, e talvez o mais difícil de obter, foram as 5 peças metálicas posicionadas na zona dos assentos dianteiros, que incluem todo o contorno das portas e do topo do para-brisas.

Estas são as peças cujo fabrico será mais difícil e menos compensador, ao contrário dos arcos e das peças de união que são, basicamente, tubos metálicos com as dimensões apropriadas e podem ser facilmente feitas por quem tenha alguma experiência.

Nesta sequência, iremos relatando o desenrolar desta conversão e os passos necessários para converter um modelo de capota rígida num com capota de lona por um preço tão módico quanto possível.

quinta-feira, dezembro 08, 2005

GNR aposta na reestruturação para garantir meios humanos


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Site da Guarda Nacional Republicana

A GNR vai aumentar o nível de recrutamento e reorganizar as unidades de cavalaria e infantaria para aproveitar recursos humanos para integrar o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS), que actuará em situações de catástrofe.

Este foi um dos temas debatidos na recente reunião entre o ministro da Administração Interna, António Costa, e a Associação do Profissionais da Guarda (APG), na qual estiveram também presentes o subsecretário de Estado do ministro, dois elementos da GNR e o comandante da Escola Nacional de Bombeiros, disse à Agência Lusa José Manageiro, presidente da APG.

O GIPS, que à semelhança do Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) ficará na dependência da GNR, é uma unidade especialmente vocacionada para a prevenção e a intervenção de primeira linha em incêndios florestais, inundações, sismos e outras catástrofes ou acidentes graves, actuando operacionalmente no quadro do Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro.

O governante informou também que a GNR vai sofrer uma reestruturação das unidades de reserva - Regimento de Infantaria e Regimento de Cavalaria - no sentido de rentabilizar os meios humanos, por forma a ter militares disponíveis para integrar o GIPS sem recorrer ao quadro dos elementos em funções policiais.