Na passada sexta-feira, um foguetão Proton-K lançado da base espacial de Baikonur, no Cazaquistão, colocou em órbita mais três satélites do sistema global de navegação russo Glonass.
Após estes três satélites estarem operacionais, o Glonass passa a dispor de 20 equipamentos, ficando a faltar apenas 4 para fornecer uma cobertura global, algo que está previsto vir a verificar-se até ao fim de 2009.
O Glonass é um sistema de navegação semelhante ao GPS americano, capaz de dereminar com extrema precisão o posicionamento de objectos e tem sido essencialmente usado no ambito militar, datando a sua origem dos tempos da Guerra Fria, altura em que qualquer tipo de exploração comercial não fazia sentido.
Actualmente, o Glonass pode assumir-se como uma alternativa ao GPS, sobretudo se tivermos em conta os sucessivos atrasos do Galileo e a falta de financiamento com que este projecto europeu se defronta, razão pela qual a opção por rentabilizar comercialmente o Glonass poderá ser o caminho a seguir.
Actualmente, já existem módulos de recepção capazes de usar o GPS e o Glonass, evitando assim a possibilidade sempre existente de um dos países que superintende um dos sistemas o desligar, e permitindo, através da conjugação de dados, obter uma maior precisão, fiabilidade e redundância.
Caso a Rússia opte por disponbilizar o Glonass em termos comerciais, o Galileo irá enfrentar novas dificuldades pois surgirá como o terceiro concorrente numa altura em que já existirão duas plataformas testadas, estabilizadas e com provas dadas, facto ainda mais agravado devido aos custos operacionais comparativos do sistema de navegação europeu.
Com o Galileo a enfrentar dificuldades, talvez a opção por um acordo com a Rússia que permitisse integrar os satélites de navegação europeus no sistema Glonass fosse de ter em conta, de forma a que, rapidamente, exista uma alternativa fiável ao GPS e receptores mais precisos e flexíveis possam começar a ser projectados.
segunda-feira, outubro 29, 2007
MAI aceita dignificar estatuto dos bombeiros honorários

Bombeiros portugueses no combate a um incêndio
Para o ministro, os Decretos-lei nº 241 e 247 de 2007, aprovados em Conselho de Ministros a 15 de Março, "reconhecem que os bombeiros honorários continuam a ser bombeiros", pelo que está disposto a acolher as propostas que visem dignificar o estatuto dos bombeiros honorários.
Para Rui Pereira "ser bombeiro não é uma condição transitória, é uma qualidade que se adquire e já não se perde", pelo que "a nova legislação ressalva isso mesmo" e razão para acolher "todas estas sugestões justas" que visem a "dignificação do estatuto dos bombeiros honorários".
O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP), Duarte Caldeira, já reivindicara para os bombeiros honorários a isenção de taxas moderadoras no acesso ao Serviço Nacional de Saúde, o acesso a um seguro de acidentes pessoais, a anulação da proibição do uso de uniformes, o reconhecimento do serviço prestado nas antigas províncias ultramarinas e o acesso à formação na Escola Nacional de Bombeiros.
O presidente da LBP também solicitou apoios governamentais na construção da Casa do Bombeiro, empreendimento que noticiamos no passado, e que se destina a acolher bombeiros carenciados.
As questões levantadas relacionam-se directamente com a valoração dada ao voluntariado e a lamentável atitude de esquecimento por parte das entidades públicas em relação a quem chegou ao termo de uma carreira dedicada ao serviço dos outros, durante a qual fez inúmeros sacrifícios e arriscou a própria vida, sendo comparado desfavoravelmente com profissionais remunerados.
Também não podemos deixar de lembrar que, num País onde a Protecção Civil assenta, essencialmente, no voluntariado, não é apenas injusto ou eticamente reprovável a forma como são tratados os bombeiros voluntários em fim de carreira, é algo de contraproducente e que se pode fazer sentir no número de novos voluntários e, consequentemente, na própria segurança das populações.
domingo, outubro 28, 2007
Microsoft desenvolve Windows compatível com o OLPC
A Microsoft está a desenvolver uma versão de sistema operativa baseada numa simplificação e compactação do Windows XP que possa correr no "One Laptop per Child" (OLPC).
Actualmente, o OLPC tem um sistema operativo da família Linux, do que resulta uma difusão desta plataforma rival da Microsoft entre os futuros utilizadores de tecnologias da informação nos países em vias de desenvolvimento.
Esta possibilidade, do que pode resultar uma expansão do Linux nos mercados emergentes, tal como sucedeu na China ou na Índia, levou a Microsoft a reagir e a desenvolver esforços para que um sistema operativo derivado do Windows XP possa ser instalado nos OLPC XO que começaram recentemente a ser produzidos.
A resposta da Microsoft, após um período de desconfiança inicial, demonstra que o impacto do OLPC poderá vir a ter em países da América Latina, África ou Ásia, onde se concentram milhões de jovens que poderão ter no modelo XO o primeiro contacto com a informática e com o Linux, era expectável, dado serem zonas de franco crescimento e de importância estratégica para a economia mundial.
Com um sistema operativo da família Windows, o OLPC passa a poder correr um sem número de programas, alguns dos quais são da maior utilidade para o tipo de funções que requeremos, incluindo nestes um conjunto de "software" de orientação, como o Oziexplorer e o CompeGPS, acrescentando ainda suporte para um conjunto de dispositivos cujos controladores não são compatíveis com o Linux.
Por outro lado, já por vezes nos interrogamos quais as razões pelas quais Portugal optou por não aderir a esta iniciativa, escolhendo subsidiar portáteis com Windows, e não recorrer a estes equipamentos de baixo custo e com um sistema operativo aberto, capazes de despertar os mais jovens para perspectivas mais amplas do que as abertas pelos produtos da Microsoft.
O OLPC continua a ser uma aposta interessante, mesmo para países desenvolvidos, pelas características únicas que possui, agora reforçadas pela possibilidade de vir a usar não apenas o Linux, mas também uma versão de Windows, o que o torna verdadeiramente universal.
Actualmente, o OLPC tem um sistema operativo da família Linux, do que resulta uma difusão desta plataforma rival da Microsoft entre os futuros utilizadores de tecnologias da informação nos países em vias de desenvolvimento.
Esta possibilidade, do que pode resultar uma expansão do Linux nos mercados emergentes, tal como sucedeu na China ou na Índia, levou a Microsoft a reagir e a desenvolver esforços para que um sistema operativo derivado do Windows XP possa ser instalado nos OLPC XO que começaram recentemente a ser produzidos.
A resposta da Microsoft, após um período de desconfiança inicial, demonstra que o impacto do OLPC poderá vir a ter em países da América Latina, África ou Ásia, onde se concentram milhões de jovens que poderão ter no modelo XO o primeiro contacto com a informática e com o Linux, era expectável, dado serem zonas de franco crescimento e de importância estratégica para a economia mundial.
Com um sistema operativo da família Windows, o OLPC passa a poder correr um sem número de programas, alguns dos quais são da maior utilidade para o tipo de funções que requeremos, incluindo nestes um conjunto de "software" de orientação, como o Oziexplorer e o CompeGPS, acrescentando ainda suporte para um conjunto de dispositivos cujos controladores não são compatíveis com o Linux.
Por outro lado, já por vezes nos interrogamos quais as razões pelas quais Portugal optou por não aderir a esta iniciativa, escolhendo subsidiar portáteis com Windows, e não recorrer a estes equipamentos de baixo custo e com um sistema operativo aberto, capazes de despertar os mais jovens para perspectivas mais amplas do que as abertas pelos produtos da Microsoft.
O OLPC continua a ser uma aposta interessante, mesmo para países desenvolvidos, pelas características únicas que possui, agora reforçadas pela possibilidade de vir a usar não apenas o Linux, mas também uma versão de Windows, o que o torna verdadeiramente universal.
sábado, outubro 27, 2007
Mail do Google com IMAP no dia de lançamento do Leopard
Os utilizadores do correio electrónico do Google, o Gmail, já podem sincronizar a sua caixa de correio com diversos equipamentos através do protocolo IMAP.
O IMAP é usado em diversos equipamentos, como PDA's, computadores e diversos modelos de telemóvel do tipo "smartphone" ou "iPhone", permitindo usar um protocolo comum de sincronização.
Para usar o IMAP, é necessário aceder à caixa de correio do Gmail, selecionar "Settings" e depois "Forwarding and POP/IMAP", onde esta opção pode ser activada e são dadas informações relativas à configuração dos dispositivos a partir do qual será efectuado o acesso.
Num vídeo que o Google disponibiliza, podem-se ver detalhes desta operação que é fácil de executar e não requer conhecimentos técnicos avançados.
O Google vem assim responder a um pedido de vários utilizadores do serviço de correio electrónico, implementando uma funcionalidade que facilita em muito a compatibilidade e interoperatibilidade de várias plataformas, algo especialmente útil numa altura em que a empresa tem no horizonte alargar a sua actividade a outros campos, como os telemóveis.
Esta função está em curso de implementação, pelo que não está disponível em todas as contas de correio, esperando-se que tal venha a suceder nos próximos dias, pelo que, caso não apareça esta possibilidade a algum dos nossos leitores, é uma questão de esperar um pouco.
Mais detalhes podem ser encontrados no "blog" do Google ou no centro de suporte do Gmail, onde os detalhes de configuração já estão presentes.
No entanto, em termos mediáticos, a novidade informática de hoje é o lançamento da versão final do novo sistema operativo da Apple, designado por Leopard.
A Apple já há muito que disponibilizara versões preliminares do Leopard, tendo vindo a anunciar e implementar novas funções que em muito contribuem para uma maior facilidade de utilização potenciada por um sistema intuitivo e interactivo.
Para quem possua um equipamento capaz de suportar o Leopard, esta será uma opção a ter em conta dadas as novidades introduzidas e o preço comparativamente baixo quando comparado com os produtos da Microsoft.
O IMAP é usado em diversos equipamentos, como PDA's, computadores e diversos modelos de telemóvel do tipo "smartphone" ou "iPhone", permitindo usar um protocolo comum de sincronização.
Para usar o IMAP, é necessário aceder à caixa de correio do Gmail, selecionar "Settings" e depois "Forwarding and POP/IMAP", onde esta opção pode ser activada e são dadas informações relativas à configuração dos dispositivos a partir do qual será efectuado o acesso.
Num vídeo que o Google disponibiliza, podem-se ver detalhes desta operação que é fácil de executar e não requer conhecimentos técnicos avançados.
O Google vem assim responder a um pedido de vários utilizadores do serviço de correio electrónico, implementando uma funcionalidade que facilita em muito a compatibilidade e interoperatibilidade de várias plataformas, algo especialmente útil numa altura em que a empresa tem no horizonte alargar a sua actividade a outros campos, como os telemóveis.
Esta função está em curso de implementação, pelo que não está disponível em todas as contas de correio, esperando-se que tal venha a suceder nos próximos dias, pelo que, caso não apareça esta possibilidade a algum dos nossos leitores, é uma questão de esperar um pouco.
Mais detalhes podem ser encontrados no "blog" do Google ou no centro de suporte do Gmail, onde os detalhes de configuração já estão presentes.
No entanto, em termos mediáticos, a novidade informática de hoje é o lançamento da versão final do novo sistema operativo da Apple, designado por Leopard.
A Apple já há muito que disponibilizara versões preliminares do Leopard, tendo vindo a anunciar e implementar novas funções que em muito contribuem para uma maior facilidade de utilização potenciada por um sistema intuitivo e interactivo.
Para quem possua um equipamento capaz de suportar o Leopard, esta será uma opção a ter em conta dadas as novidades introduzidas e o preço comparativamente baixo quando comparado com os produtos da Microsoft.
sexta-feira, outubro 26, 2007
One Laptop per Child atrasa-se novamente

Um OLPC modelo XO-1, a versão a ser construida
Lembramos que ao abrigo dessa campanha o OLPC seria vendido através dos circuitos comerciais pelo valor de 400 dólares, sendo que por cada unidade adquirida, outra seria oferecida num país em vias de desenvolvimento.
Já era previsível que surgissem problemas de última hora num projecto inovador com toda esta complexidade, mas o atraso que agora se verifica, perto da época de Natal, levanta inconvenientes graves na distribuição e no próprio financiamento do OLPC.
De acordo com o calendário previsto, os primeiros OLPC já deveriam ter seguido para o Perú e para o Uruguai, a tempo de serem entregues antes das férias escolares de Natal.
Este problema acresce à subida de preço que se tem verificado desde o lançamento do projecto, com um custo inicialmente previsto de 100 dólares por unidade e que agora já atingiu os 188 dólares, facto a que a crescente desvalorização da moeda americana não é alheio.
Mesmo assim, prevê-se que o modelo XO comece a ser produzido na China a partir de 12 de Novembro e que até ao fim do ano sejam construidos 100.000 OLPC, mas, presumivelmente, muito menos chegarão a ser entregues em 2007.
Apesar das dificuldades, espera-se que durante o próximo ano os OLPC sejam entregues de acordo com o calendário previsto e venham a dar um importante contributo na informatização dos países em vias de desenvolvimento que aderiram ao projecto.
Combate aos fogos custou 78.000.000 de euros

Um dos meios aéreos utilizados este Verão
Este valor, semelhante ao do ano passado, é ainda uma estimativa e envolve as verbas dispendidas pelo MAI e pelo Ministério da Agricultura, devendo ser ainda confirmado posteriormente.
Rui Pereira adiantou este valor no final de uma audição parlamentar que durou mais de três horas, realçando que, com a mesma verba, a capacidade e os resultados melhoraram relativamente a 2006.
Os valores parcelares, mais do que os totais, são capazes de explicar ideias, conceitos e orientações, ajudando a clarificar um conjunto de opções políticas que continuam a basear-se, essencialmente, numa estratégia de controle de danos cujos resultados a longo prazo serão diminutos.
Esperamos que, brevemente, sejam disponibilizados não apenas os valores defenitivos, mas as parcelas que o poderão permitir compreender a orientação governamental no combate aos incêndios, certos de que a fatia reservada a acções de prevenção será diminuta perante o total.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Incêndios na Califórnia já destruiram 120.000 hectares

Bombeiros americanos durante o combate às chamas
Nestes últimos dias, os incêndios na Califórnia já fizeram pelo menos três vítimas mortais, 38 feridos, destruíram 1.500 habitações e ameaçaram cerca de 68.000 outras.
O número de evacuados atinge os 500.000, provenientes de uma extensa área que vai desde a cidade de Santa Bárbara, a norte de Los Angeles, até a fronteira com o México.
A zona atingida foi declarada pela Presidência americana como de desastre, de modo a que fundos e meios federais possam ser utilizados no combate, apoio e programas de reconstrução.
Os incêndios têm-se propagado devido aos fortes ventos, também derivados dos próprios fogos, de uma baixa humidade e de altas temperaturas, o que tem impossibilitado aos quase 9.000 bombeiros presentes controlar as chamas.
Segundo os dados disponíveis, mais de 120.000 hectares já foram devastados e a extensão dos fogos apenas possibilitam aos bombeiros tentar defender as populações e zonas habitacionais.
Os números desta tragédia ambiental são gigantescos e concentram em poucos dias uma devastação que se torna difícil de explicar, sobretudo se nos lembrarmos que não estamos perante uma situação inédita, pelo que deveriam ter sido implementado um conjunto de medidas que, provavelmente, teriam de ser diferentes das adoptadas entre nós, tal a diferença entre as legislações de ambos os países.
Devemos, no entanto, para além de manifestar a nossa solidariedade, meditar sobre este incêndio, que teima em manter-se activo, não obstante os meios mobilizados para o combater, e adoptar medidas preventivas para que situações semelhantes, mesmo que numa escala mais reduzida, não sucedam entre nós.
Parque Natural Sintra-Cascais vai ter campo de actividades
Ao contrário do que têm defendido as direcções de algumas áreas protegidas, que consideram ser a melhor defesa destas afastar visitantes, a agência municipal Cascais Natura optou por desenvolver actividades que permitam não apenas uma educação ambiental dos mais novos, mas também uma efectiva ocupação de áreas que, de outra forma, estariam bastante mais vulneráveis.
A Cascais Natura vai inaugurar um campo de actividades ao ar livre com 117 hectares, integrado no Parque Natural Sintra-Cascais, que se destina, sobretudo a actividades de campo e preservação ambiental das três organizações escutistas nacionais.
O novo Campo Base Pedra Amarela fica a apenas 11 quilómetros do centro de Cascais, na encosta sul da Serra de Sintra, e está integrado no Plano Operacional do Parque Natural, tendo seguido um projecto que se baseia nos princípios do Corpo Nacional de Escutas, Associação dos Escoteiros de Portugal, Associação das Guias de Portugal e que foi apoiado pela Direcção-Geral de Recursos Florestais e o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
O novo campo, que custou 250.000 euros suportados pela Cascais Natura, tem capacidade para até 600 elementos, que numa primeira fase serão provenientes das associações escutistas envolvidas, mas que posteriormente poderá vir a ser alargado às populações escolares.
A possibilidade de acesso de outras entidades ou organizações, menos sensibilizadas para questões ambientais e de defesa da Natureza do que os escuteiros é essencial, sendo igualmente da maior importância potenciar este novo espaço através de um calendário de formação devidamente estruturado e vocacionado para diversas faixas etárias.
Eventualmente, o alargamento a toda a população, de forma a que este espaço passe a servir para passeios familiares, onde os mais velhos, muitas vezes os menos alerta para problemas ecológicos, possam ser sensibilizados para estas questões, será o caminho a seguir após um período de avaliação preliminar.
Espera-se que este exemplo seja seguido noutras áreas protegidas, de forma a criar espaços sustentáveis do ponto de vista ecológico e ambiental, mas também financeiramente, servindo de âncoras a um conjunto de actividades lúdicas e didáticas que necessitam de ser implementadas em termos práticos.
A Cascais Natura vai inaugurar um campo de actividades ao ar livre com 117 hectares, integrado no Parque Natural Sintra-Cascais, que se destina, sobretudo a actividades de campo e preservação ambiental das três organizações escutistas nacionais.
O novo Campo Base Pedra Amarela fica a apenas 11 quilómetros do centro de Cascais, na encosta sul da Serra de Sintra, e está integrado no Plano Operacional do Parque Natural, tendo seguido um projecto que se baseia nos princípios do Corpo Nacional de Escutas, Associação dos Escoteiros de Portugal, Associação das Guias de Portugal e que foi apoiado pela Direcção-Geral de Recursos Florestais e o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade.
O novo campo, que custou 250.000 euros suportados pela Cascais Natura, tem capacidade para até 600 elementos, que numa primeira fase serão provenientes das associações escutistas envolvidas, mas que posteriormente poderá vir a ser alargado às populações escolares.
A possibilidade de acesso de outras entidades ou organizações, menos sensibilizadas para questões ambientais e de defesa da Natureza do que os escuteiros é essencial, sendo igualmente da maior importância potenciar este novo espaço através de um calendário de formação devidamente estruturado e vocacionado para diversas faixas etárias.
Eventualmente, o alargamento a toda a população, de forma a que este espaço passe a servir para passeios familiares, onde os mais velhos, muitas vezes os menos alerta para problemas ecológicos, possam ser sensibilizados para estas questões, será o caminho a seguir após um período de avaliação preliminar.
Espera-se que este exemplo seja seguido noutras áreas protegidas, de forma a criar espaços sustentáveis do ponto de vista ecológico e ambiental, mas também financeiramente, servindo de âncoras a um conjunto de actividades lúdicas e didáticas que necessitam de ser implementadas em termos práticos.
quarta-feira, outubro 24, 2007
O País dos pequenos feudos - 4ª parte

Vassalagem perante um suserano
Não fora o investimento em tecnologias de informatização, acompanhadas de uma formação insuficiente e sem a revisão de métodos que as potencie, muitas das estruturas e serviços existentes estariam completamente paralisados, incapazes de cumprir qualquer função que não a de dar emprego aos seus funcionários, cada vez mais escassos, e a um número de chefias que teima em manter-se.
Não podemos esquecer que, segundo as estatísticas disponíveis, em Portugal cerca de 30% dos empregos são obtidos através de conhecimentos pessoais, sendo que, obviamente, estão em causa os cargos ou funções de maior prestígio ou rentabilidade, já que para várias profissões nos vemos forçados a usar mão de obra emigrante.
Nesta percentagem, que destrói qualquer princípio básico de competência ou de mérito, entra um cada vez maior número de nomeações ou promoções por via de confiança política, mesmo quando em causa está um cargo ou posição cujo desempenho é predominantemente de ordem técnica, sendo que as qualificações, currículo ou experiência prévia parecem de menor importância face a um conjunto de valores etéreos que ninguém ousa defenir.
Propicia-se assim um sistema de fidelidade que, em termos histórico-culturais, podemos designar como de vassalagem, onde o trabalhador deve a sua lealdade e obediência não ao Estado que lhe paga, mas ao dirigente que o contrata, mantendo ao seu serviço um conjunto de funcionários cujas qualificações e desempenho se enquadram apenas no perfíl de quem os selecionou.
Número de ocorrências quadruplica em Outubro

Um fogo florestal no Verão de 2005
Segundo os dados disponibilizados pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, houve um total de 1.670 ocorrências de fogos florestais entre os dias 02 e 20 de Outubro, sendo que este número é francamente superior ao expectável para esta época do ano.
Em Outubro de 2006, segundo os dados da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, contabilizaram-se em Portugal um total de 423 ocorrências, das quais 45 foram classificadas como incêndios florestais e 378 como fogachos, ou seja, como fogos que consumiram áreas inferiores a um hectare.
Só no Sábado passado, o dia em que se registou um maior número de ocorrências neste mês de Outubro, verificaram-se 223 incêndios florestais, que mobilizaram 1.706 efectivos e 467 viaturas, demonstrando o impacto que uma temperatura mais elevada do que o normal para esta época do ano tem a nível de fogos.
Se durante o Verão e até ao fim da "Fase Charlie" a tendência foi para temperatuars baixas, inferiores à média, nesta altura sucede o contrário, pelo que a ligação entre condições climáticas e o número de ocorrências, que alguns pretendem minimizar, é mais uma vez uma evidência.
Também a forma como são disponibilizados meios de combate e os periodos de maior disponibilidade terão que ser reequacionados, mas é na área da prevenção que se notam maiores carências, sendo de salientar a rapidez com que a problemática dos incêndios florestais desaparece da discussão pública e dos orgãos de informação, substituidos por assuntos que, aparentemente, atraem maiores audiências.
Num País onde a mediatização assume contornos de valor fundamental, o desaparecimento noticioso dos fogos corresponde a uma quase inexistência prática, a um menor esforço e à ausência de interesse político na solução de um problema que já não se confina aos escassos meses de Verão.
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