terça-feira, maio 16, 2006

Bombeiros profissionais temem "Verão negro"


Image Hosted by ImageShack
Combate a um incêndio florestal em 2005

"Em Portugal, a sustentabilidade do socorro tem como referência os bombeiros voluntários. O voluntariado é importante, mas tem que ser um complemento às estruturas profissionais", afirmou o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), à margem do 5º Congresso Nacional dos Bombeiros Profissionais, que decorreu na Póvoa de Varzim.

O presidente da ANBP lamenta que as críticas dos bombeiros se repitam de ano para ano e antevê mais um "verão negro" para os soldados da paz.

"A estrutura de socorro em Portugal tem que ser apoiada nos bombeiros profissionais. Não pode estar apoiada numa estrutura de voluntários sem organização, sem disponibilidade e sem formação", afirmou ao Jornal de Notícias Fernando Curto, acrescentando que esta continua a ser a grande reivindicação do sector.

Fernando Curto acusa o Governo de continuar "a adiar a uniformidade do sector", alheando-se das responsabilidades sobre os corpos profissionais, que legalmente se encontram sob a dependência das câmaras, que, por sua vez, "não têm a responsabilidade que devem ter".

No "jogo do empurra", diz Fernando Curto, é a prestação de socorro às populações que é prejudicada, manifestando preocupação quanto à época de incêndios que se avizinha.

"Algumas das medidas propostas por nós não foram implementadas pelo Governo. Faltou cumprir os relatórios da COTEC (Associação Empresarial para a Inovação) e da Comissão Parlamentar, que era sustentabilizar e profissionalizar mais este sector", explicou.

"Profissionalizar não é necessariamente gastar mais", finalizou, lembrando os milhares de euros e as vidas humanas perdidos nos incêndios todos os anos, que justificam o investimento.

Nas conclusões do congresso pode ler-se que "todos os relatórios produzidos nos últimos três anos pelas mais credíveis instituições não foram matéria suficiente para que o senhor ministro da Administração Interna tenha aceite as propostas (...) apresentadas para um maior investimento numa estrutura mais organizada de bombeiros profissionais".

"Em vez disso, o senhor ministro optou por recrutar elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) para funções que são da responsabilidade dos bombeiros. Não concordamos mas temos de aceitar", refere ainda a associação, que compara os anos de formação técnica contínua dos bombeiros profissionais aos três meses da preparação ministrada aos soldados da GNR.

O secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, reafirmou no encerramento do V Congresso da ANBP que a criação dos Grupos de Intervenção Permanente (GIP) da GNR criados para prevenir fogos florestais irão complementar e não substituir os bombeiros.

"Não decidimos substituir ninguém, bombeiros voluntários ou profissionais. Estes homens da GNR, que terão outras competências no futuro, têm um papel de complementaridade, de ajuda e estruturação do sector, mas nunca substituirão o papel dos bombeiros", garantiu Ascenso Simões.

Efectivamente, não serão as três centenas de militares da GNR que podem substituir os milhares de bombeiros que entrarão em acção, nem tão pouco ter um impacto decisivo, pelo que consideramos que esta opção deriva do facto de o seu estatuto os obrigar a uma maior disciplina e obediência, evitanto assim depender de uma estrutura voluntária que o Governo teme não controlar.

Não temos dúvidas que, caso fosse possível uma militarização dos bombeiros, o Governo não teria criado o GIPS, pois o ideal de estrutura hierárquica que pretende seria implementado sem custos adicionais.

No entanto, como o voluntariado civil e a obediência militar são, "à priori", incompatíveis, a opção foi nitidamente no sentido de constituir uma força considerada obediente e facilmente controlável, sem olhar nem a custos, nem ás consequências em termos operacionais ou à desestabilização que provocou na área do socorro.

segunda-feira, maio 15, 2006

Formação evitaria mortes de bombeiros nos incêndios


Image Hosted by ImageShack
Um dos muitos incêndios florestais ocorridos em 2005

A maioria dos bombeiros desconhece o comportamento do fogo, segundo Xavier Viegas, que estuda há mais de 15 anos os incêndios florestais.

Para este investigador, a aposta na formação e a criação de uma efectiva cultura de segurança evitariam acidentes e mortes, lembrando que só em 2005, 12 homens perderam a vida no combate às chamas.

Os desastres seriam, pois, evitáveis, mas não é só o desconhecimento que os bombeiros têm das manhas do "inimigo" que estão em causa.

Xavier Viegas denuncia também um factor de voluntarismo por parte dos bombeiros, "armados em 'rambos' e movidos por uma adrenalina que pode ser prejudicial", embora, na nossa opinião, tal atitude possa sobretudo derivar de outros factores que vão desde o stress até a um excessivo cansaço.

Como se não bastassem estes factores, há falhas na hora de apurar responsabilidades e tirar ilações do que aconteceu e "tenta-se varrer tudo para debaixo do tapete", evitando assim que se aprenda com os erros, os quais têm tendencia a repetir-se.

"Nos acidentes que investiguei constatei que se devem ao comportamento eruptivo do fogo, situação que a maioria dos bombeiros não sabe identificar", disse ao Diário de Notícias o professor da Universidade de Coimbra e responsável pelo Centro de Estudos Sobre Incêndios Florestais.

Segundo este especialista, ao desconhecer estes factos, os bombeiros não se previnem, colocam-se em risco na frente de fogo e ficam vulneráveis aos acidentes. Não sabem preveni-lo mas dão-lhe um nome, o de "efeito chaminé".

Xavier Viegas diz ainda que a própria doutrina de combate aposta em "atacar a cabeça do fogo ou rodeá-lo", abordagem que, nalgumas situações, pode, e tem, saido cara.

Para evitar a repetição destes acidentes, diz ,"é preciso apostar na formação", tal como temos afirmado, e que deve abranger muito mais do que o simples combate aos incêndios.

O investigador defende ainda que seja "obrigatório fazer uma investigação sempre que há um acidente envolvendo mortos ou feridos".

O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) responde que "os acidentes com bombeiros nos incêndios florestais são objecto de relatório inicial efectuado pelos comandantes distritais", mas que em casos específicos, pode ser instruído um inquérito pelo Gabinete de Inspecção a despacho da presidência.

Para evitar a repetição dos acidentes, dos processos de inquérito retiram-se conclusões que são transpostas em recomendações que "são divulgadas pelos corpos de bombeiros".

Opinião completamente diferente têm os representantes dos bombeiros, com Duarte Caldeira, da Liga de Bombeiros Portugueses, que afirma desconhecer esses relatórios e deixa a questão: "O que foi feito para evitar que esses acidentes se repitam?"

Quando se repetem, diz Xavier Viegas, procura-se arranjar maneira de desculpabilizar: "Era o fado, estava no local errado, foi uma fatalidade", enquanto defende análises construtivas, "não para culpar mas para impedir que o erro se repita".

A forma como foi conduzida a investigação do acidente de Mortágua, onde há um ano morreram quatro bombeiros, que já vai na segunda comissão de inquérito, é a prova de que estes não são uma prática corrente, verificando-se que houve críticas de falta de transparência, de pressões e de muitas distorções.

Paulo Jesus, presidente da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários, refere os comportamentos de risco que devem ser evitados: bombeiros a combater de T-shirt, viaturas sem condições de segurança e homens que arriscam de mais.

Lemas como "podemos não voltar, mas vamos" são o espelho da atitude que não se deve tomar, com Xavier Viegas a defender mesmo até a existência de um oficial de segurança, responsável por verificar as regras de protecção.

Ainda ontem referimos a questão do apoio médico e da necessidade de uma avaliação constante, sobretudo a nível psicológico, de modo a detectar problemas que poderão ser quase imperceptíveis em testes de rotina feitas em Centros de Saúde por pessoal não especializado.

Mas a avaliação psicológica, que devia ter lugar no próprio processo de admissão, também se destina a evitar riscos excessivos, que podem resultar quer de um excesso de confiança, quer de um excessivo desgaste, agravado pelas consequências da perda de colegas ou amigos, e que pode levar a acções quase suicidas.

Para além das várias propostas que temos feito, a necessidade de uma avaliação psicológica, que deverá ser supervisionada por um núcleo de especialistas, eventualmente acompanhado em trabalhos de campo por estudantes das faculdades de Psicologia, parece-nos tão fundamental como o treino e o reequipamento das corporações.

Apesar da falta de voluntários, e por muito impopular que tal possa parecer, uma rigorosa avaliação de cada bombeiro após cada época de incêndios ou outros periodos de maior tensão, bem como na sequência de experiências especialmente traumáticas, deverá tornar-se obrigatória, de modo a proteger os próprios e as populações que defendem, evitando assim alguns dos graves acidentes que se têm verificado.

Temos vindo a insistir na formação, quer de voluntários, quer de profissionais, mas não podemos descurar o facto de ser necessário avaliar com rigor e objectividade não apenas a preparação técnica, mas todos os requisitos que permitem a cada bombeiro desempenhar as suas funções com um mínimo de riscos, para o que é necessário um acompanhamento individual especializado.

Fase Bravo começa hoje


Image Hosted by Imageshack
Juramento de militares do GIPS

Hoje, início da "Fase Bravo", o Grupo de Intervenção de Prevenção e Socorro (GIPS) estará disponível para acorrer a situações relativas com incêndios florestais, bem como outras emergências onde se verifique ser necessária a sua presença.

O GIPS da Guarda Nacional Republicana (GNR) é um corpo profissional, com três centenas de elementos mobilizados dentro da corporação, que actuará em todo o tipo de catástrofes, como incêndios, sismos e inundações, constituindo uma das maiores novidades deste ano no combate a incêndios.

A criação do GIPS traduz a aposta na primeira intervenção que caracteriza a "Directiva Operacional Nacional de Combate a Incêndios", sendo os militares da GNR os primeiros a chegar perto das chamas, transportados por helicóptero.

Se o fogo deflagrar a 15 minutos de voo ou a 25 quilómetros de uma base, será enviado um aerotanque, para complementar o primeiro ataque, enquanto os restantes casos serão avaliados individualmente, tendo em conta as prioridades de protecção, o dano potencial e o valor estratégico da área.

Em terra, de acordo com a "Directiva Operacional", serão mobilizadas as equipas que estiverem mais perto, quais que sejam, aproximando-se outras equipas, em triangulação, para um eventual reforço, que incluirá, em caso de necessidade, máquinas de arrasto e contra-fogos, de modo a dificultar o progresso das chamas.

A criação e a primazia dada ao GIPS no acesso aos meios que permitem ser os primeiros a chegar aos incêndios, tem criado um manifesto mal estar junto dos bombeiros, que criticaram esta decisão não apenas do ponto de vista operacional, mas também em termos económicos, já que os recursos podiam ter sido atribuidos a quem já tem experiência na área do socorro.

Para além do mais, o GIPS apenas actuará em 5 distritos e, devido aos efectivos e às inevitáveis escalas de serviço, acabará por ter em permanência uma disponibilidade muito inferior ao anunciado pelo Governo.

Conforme temos vindo a referir, num sistema de meios crescente, a esta fase seguir-se-à a "Fase Charlie", no período mais crítico a começar em 1 de Julho, onde todo o dispositivo previsto para este ano deverá ser colocado no terreno.

domingo, maio 14, 2006

Apple lança software que permite usar Windows nos Macs


Image Hosted by Imageshack
Windows XP a correr em Mac Intel

A Apple lançou recentemente um novo software que vai permitir usar os programas do sistema operativo Windows, da Microsoft, nos computadores Macintosh.

O produto pretende tornar as máquinas da empresa mais atractivas para os consumidores, e já fez disparar as acções da Apple em mais de 7%.

O novo software, denominado "Boot Camp", permite instalar o Windows XP nos Macs com processador Intel Core Duo, e optar entre o sistema operativo da Microsoft ou o Mac OS X, da Apple, quando se inicia o computador.

O "Boot Camp" vai fazer parte da mais nova versão do Mac OS X, o Leopard, que será lançado em Agosto, mas já está disponível uma versão beta, para "download" gratuito durante um período limitado.

Numa nota informativa, o vice-presidente da Apple para a área de Marketing Global, Philip Schiller, a empresa "não pretende ajudar a vender o Windows, mas muitos consumidores expressaram interesse em trabalhar com o Windows no hardware de qualidade superior da Apple agora que usa processadores Intel".

No entanto, alguns observam que o "Boot Camp" da Apple só é compatível com o Windows XP, e não com o novo sistema operativo da Microsoft, o Windows Vista, que deve ser lançado no ano que vem, embora nada obste a que uma nova versão do produto da Apple seja compatível com a próxima versão de Windows.

Dado que os progamas geográficos ou de orientação, bem como alguns GPS que utilizamos serem apenas para Windows, a possibilidade de os utilizar em "hardware" Mac, abre um conjunto de possibilidades interessantes, alargando a estes computadores muitos dos recursos que antes lhes eram negados.

Liga exige acompanhamento médico periódico


Image Hosted by ImageShack
Brasão da Liga de Bombeiros Portugueses

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) exige que os profissionais e voluntários expostos a riscos provocados pelo combate aos incêndios e pelo socorro de vítimas, tenham acompanhamento médico periódico.

A lei orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros, que data de 1980, já previa que a existência desta vigilância, mas ainda hoje, os bombeiros portugueses beneficiam apenas de um seguro de acidentes.

A intenção tem 26 anos, mas, segundo o Presidente da LBP, Duarte Caldeira, nunca saiu do papel, apesar de ser uma responsabilidade inquestionável do Estado, visto que estar contemplada na lei orgânica o mecanismo de salvaguarda da vida dos bombeiros.

Actualmente, os bombeiros têm apenas acesso a um seguro de acidentes pessoais, pago pelas autarquias, que confere protecção em caso de acidente de trabalho que provoque morte ou invalidez permamente através do pagamento de uma indemnização.

O seguro paga ainda as despesas de tratamento e repõe as perdas de salário decorrentes do periodo em que o bombeiro estiver de baixa, mas accionar o seguro pode ser, segundo Duarte Caldeira, pode ser uma dor de cabeça devido ao excesso de rigor por parte da seguradoras.

Esta situação resulta, em parte, da lentidão dos processos que se arrastam nos tribunais, dado que, em muitos casos, só após a decisão transitar em julgado as seguradoras procedem aos pagamentos.

A Liga exige que a saúde dos bombeiros expostos a riscos provocados pelo combate aos incêndios e pelo socorro de vítimas seja avaliada periodicamente, tal como previsto na lei orgânica.

Segundo o presidente da Liga, bastaria um núcleo restrito para conduzir um processo por via protocolar, de modo a agilizar o acesso dos bombeiros aos centros de saúde, para que periodicamente pudessem ser alvo de uma bateria de testes e terem o devido acompanhamento.

Exigências que são, diz Duarte Caldeira, conhecidas pelo Governo porque já em Setembro do ano passado, foi entregue nos ministérios da Saúde e da Administração Interna um ofício que pedia a criação deste serviço.

Já não é a primeira vez que assistimos a esta exigência, nomeadamente por parte da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários, dado que a falta de acompanhamento tem tido reflexos extremamente negativos.

Igualmente importante, e particularmente negligenciado, tem sido o acompanhamento psicológico, muito menos visível e difícil de avaliar, numa actividade onde os casos de stress pós-traumático são evidentes, dando origem a situações extremamente complicadas que podem durar toda uma vida.

Aliás, este aspecto dos traumas psicológicos, que podem ser agravados quando as vítimas partilham a mesma experiência e estão condenados a conviver, merece um estudo particularmente aprofundado dado aparentar ser ignorado mesmo pelos responsáveis do sector.

Esta será a razão pela qual discordamos do presidente da LBP em relação ao tipo de acompanhamento, considerando que a avaliação deve ser feita em centros especializados, preferencialmente a nível distrital, capaz de responder efectivamente às particularidades deste tipo de situações, e não em centros de saúde onde a sensibilidade e preparação para os problemas resultantes da actividade de socorro podem não ser suficiente.

Os problemas de stress dos profissionais de emergência, e neste caso aproximam-se dos das forças de segurança, têm um perfíl diferente dos sofridos pelos militares, agravados pelo desconhecimento resultante de um menor estudo e falta de estruturas de acompanhamento e por períodos de tensão particularmente prolongados que podem, no limite, corresponder à maior parte da vida destes profissionais.

O acompanhamento médico é um direito fundamental de todos os bombeiros, bem como de todo o pessoal envolvido em acções de socorro, que necessita de ser imediatamente implementado, preferencialmente antes do início do periodo de incêndios que se avizinha.

sábado, maio 13, 2006

Gmail chat em português


Image Hosted by ImageShack
O Gmail agora também conversa em português

Foi adicionado, juntamente com outras línguas tão diferentes como o Russo, o Turco, o Chinês ou Coreano, o suporte para o Português no "chat" ou conversação da Google.

Esta inovação permite que caracteres específicos de cada língua sejam correctamente visualizados, de modo a facilitar a comunicação entre quem utilize conjuntos de caracteres diferentes.

Lembramos que esta forma de "instant messaging", disponível para todos os utilizadores do Google Mail, permite manter esta forma de contacto sem instalação de "software" adicional, facto que pode ser particularmente interessante para quem se vê impedido de usar productos como o Messenger.

Lisboa em 3D


Image Hosted by ImageShack
Vista de Lisboa em 3D pela Atitute Virtual

Já apresentamos o 3D Lisboa Dakar, da 3D Cities, há alguns meses, concretamente na altura em que esta competição desportiva teve lugar, bem como a visualização tridimensional do Marvão.

Hoje, tivemos acesso a uma versão mais completa deste sistema geográfico, que permite visualizar de forma tridimensional parte da cidade de Lisboa.

Depois de instalar um pequeno programa de navegação, o TerraServer, podem-se observar algumas das zonas mais turisticas da Capital, sendo possível variar a altitude, virar nas várias direcções ou alterar o ângulo de visão.

O projecto deverá continuar, de forma a incluir cada vez mais áreas do território nacional estando já mapeadas diversas zonas, sobretudo na costa portuguesa, mas também estendendo-se a cada vez mais ruas e avenidas no interior da cidade de Lisboa, como a Av. de Roma.

A pouco e pouco, as fotografias áreas das zonas planas têm vindo a ser substituídas por representações tridimensionais dos edifícios da capital, incluindo informações complementares que poderão, em alguns casos, incluir o próprio interior.

Chamamos a atenção para o facto de ser necessário instalar o programa TerraServer e utilizar o Internet Explorer 6.0 ou superior e o Macromedia Flash 8.0, tendo-se ainda verificado algumas dificuldades de utilização como o IE 7.0 Beta e uma completa incompatibilidade com o Firefox.

Em caso de dificuldades, aconselhamos a verificar se as versões dos vários programas necessários estão actualizados e a reiniciar o computador, evitando que "software" ou falta de recursos comprometam o funcionamento.

Recentemente apresentamos a solução da Lusiglob, como um sistema geográfico semelhante ao Google Earth, baseado em imagens de satélite com cobertura nacional, e hoje de um sistema de visualização tridimensional, numa clara manifestação da presença portuguesa num sector que está em franco progresso.

Tal como em relação á Lusiglob, lamentamos a falta de suporte de GPS, de modo a que utilizando um computador portátil e uma placa de comunicações de alta velocidade, este sistema possa substituir métodos de orientação tradicionais, acrescentando as vantagens da interactividade e da actualização permanente.

Aconselhamos sinceramente a quem tenha a configuração necessária, que experimente esta solução e a compare com aquelas que temos mencionados ao longo destes meses, certos de que não ficarão desiludidos.

sexta-feira, maio 12, 2006

Systransoft - Sistema de tradução "on-line"


Image Hosted by ImageShack
Écran do Systransoft em versão profissional

Muitos de nós já nos deparamos com textos escritos em línguas que desconhecemos total ou parcialmente quando navegamos na internet.

Nestas situações, o processo mais imediato é recorrer a um dos vários sistemas de tradução "on-line", de modo a conseguir o texto numa linguagem que nos seja mais familiar.

Um primeiro passo que aconselhamos, é o de configurar o computador de forma a que suporte o conjunto de caracteres que pretendemos utilizar, evitando assim que alguns sejam substituidos e tornem imperceptível a tradução.

Após ter escolhido um sistema de tradução, neste caso o Systransoft, escolhe-se a língua de origem e de destino e, se possível, que tipo de dicionários técnicos a utilizar.

Esta última opção pode tornar a tradução mais lenta, ou não estar disponível em todas as versões ou para as várias línguas, mas apresenta vantagens substanciais caso tenhamos no texto palavras que escapam aos dicionários comuns.

O passo seguinte é o de escolher o texto a traduzir, podendo copiá-lo para uma caixa de diálogo ou colocar o endereço ou URL (Universal Resource Locator) deste, sempre recordando que, no caso das versões gratuitas, pode haver limites no número de caracteres.

Seguidamente, e no caso de linguagem menos comuns, provavelmente teremos que optar para uma tradução para o inglês, sendo que os resultados obtidos até hoje são, no caso de linguas europeias, considerados perfeitamente satisfatórios.

Como reforço da tradução, pode-se ainda transpor o texto para um processador de texto com dicionário, como o Microsoft Word, e efectuar uma nova correcção que inclua uma verificação gramatical completa, de modo a obter frases estruturalmente correctas.

Infelizmente, no caso de linguas asiáticas, como o chinês ou o japonês, a falta de contextualização deste sistema acaba por ser penalizadora e, muitas vezes, nem mesmo tentando enquadrar cada palavra dentro da frase permite obter resultados aceitáveis, acabando por não se obter mais do que algumas palavras sem sentido.

Sendo um dos "sites" mais populares na área da tradução automática, com serviços gratuitos bem como profissionais, estes pagos, o Systransoft tem sido a nossa opção favorita quando nos deparamos com um texto numa língua que não dominamos.

Incêndio em São Pedro do Sul


Image Hosted by Imageshack
Incêndio florestal no Verão de 2005

O incêndio que deflagrou ao início da tarde de quarta-feira em São Pedro do Sul (Viseu) obrigou à intervenção de 101 bombeiros, disse à agencia Lusa fonte do comando distrital de operações de Socorro (CDOS).

O fogo teve início perto das 15:15 numa zona de mato e floresta e cerca de duas horas depois esteve na iminência de ficar circunscrito, mas perto das 19:30 ficou com quatro frentes activas.

"Nunca chegou a ficar circunscrito e pelas 19:30 estava com quatro frente activas", referiu a fonte do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, que acrescentou que "às 20:30 o incêndio ficou circunscrito, às 21:23 foi dominado e às 21:38 entrou em fase de rescaldo".

A fonte do comando distrital adiantou que no local permaneceram os 101 bombeiros e as 24 viaturas de nove corporações até à extinção total das chamas.

Bastou um pequeno aumento de temperatura e algum vento para ficaram criadas as condições suficientes para a ocorrência de mais um incêndio florestal, não se tendo verificado nenhuma alteração substancial em termos de meios ou mesmo a nível táctico quando comparado com situações similares ocorridas no ano passado.

Chamamos a atenção para o facto de, não obstante os vários anúncios, todo o combate ter sido da responsabilidade de bombeiros voluntários e não de nenhuma das forças ou entidades apresentadas ao longo deste ano como o objectivo de reforçar o combate aos incêndios.

Também os célebres equipamentos individuais, anunciados pelo Ministro da Administração Interna, parecem não ter sido distribuidos, de acordo com queixas de algumas corporações, razão pela qual nos interrogamos relativamente às melhorias previstas para este ano.

Numa altura em que se aproxima a "Fase Bravo", espera-se que o dispositivo previsto, provido dos equipamentos e meios que o Governo anunciou, esteja realmente disponível e colocado no terreno, de modo a evitar os trágicos números que se registaram o ano passado.

quinta-feira, maio 11, 2006

Pistas para a escolha de um GPS - 2ª parte


Image Hosted by Imageshack
GPS Sony NVU50S, à venda na Norauto

No seguimento de um texto anterior, decidimos analisar um pouco um GPS da marca Sony, modelo NVU50S, vendido na Norauto pelo preço de € 369.00 que, em determindadas condições, pode ser adquirido através de 10 prestações de € 36.90.

Este equipamento, basicamente um PDA com GPS a correr Windows CE, inclui mapas de Portugal e uma memória de 64 Mb, sendo as principais características as seguintes:

- Écran táctil de 3.5"
- Resolução de 320 x 240
- Interface intuitivo
- Memória de 512 Mb
- 60.000 pontos de interesse
- Cálculo de rota imediato
- Orientação por voz e aviso na navegação
- Sistema de voz com 2 vias independentes
- Navteq Map Data instalado
- "Interface" USB

Sendo mais dispendioso do que o modelo que apresentamos previamente, o facto de ser um Sony, marca a que se associa qualidade, poderá justificar esta diferença no preço em relação a um equipamento que descrevemos previamente, mas o seu interior deve ser devidamente analisado.

Este tipo de equipamento acaba por ser não mais do que um PDA modificado, com GPS integrado e o núcleo de um sistema operativo do tipo do Windows CE que permita o arranque do sistema e forneça as funções básicas de entrada e saída de dados, comunicações e outros recursos necessários à operação do "software" de navegação.

Posto assim, está-se a adquirir um "package" que inclui um conjunto de items devidamente integrados e testados, que funcionam harmoniosamente em conjunto, mas que possui limitações evidentes quando comparado com um sistema resultante da escolha e adição de vários items selecionados de acordo com as necessidades específicas de cada um.


Image Hosted by Imageshack
PDA Acer com GPS integrado e mapa de Portugal

Podemos também comparar o preço deste equipamento, a título de exemplo, com os valores necessários para adquirir separadamente um PDA, o GPS e o "software" necessário, sabendo que só este último pode rondar a centena de euros.

Ficamos assim com perto de 270 euros para adquirir o PDA e o respectivo GPS, algo que, actualmente, não é impossível, sobretudo se estivermos atentos à descida de preços verificada nos últimos anos.

Mas também é possível, exactamente pelo mesmo preço do Sony, adquirir na Chip 7 um Acer N35, que inclui GPS e "software" Destinator 3 e mapas de Portugal, suportando ainda outros produtos que consideremos convenientes e possibilitando um sem número de novas funções.

Assim, o PDA da Acer tem como características básicas as seguintes:

- Processador Samsung S3C2410 a 266 MHz
- 32 MB de memória flash para sistema operativo e aplicações instaladas
- 64 MB SDRAM para aplicações e armazenamento.
- Placa SD de 256 MB com "software" Destinator 3 pré-instalado e mapas regionais
- Ecrã TFT LCD alto brilho (65,536 cores) e 3.5" com 240 x 320 de resolução
- Interface para sincronização USB
- Leitor de cartões de expansão SD/MMC com SDIO, e SDIO Now
- Microsoft Windows Mobile™ 2003 para Pocket PC Premium Edition+Outlook 2002

Perde-se, no entanto, a funcionalidade de voz, prática em várias situações e muito especialmente quando se viaja sem acompanhante, que está disponível no Sony, sendo que este nos parece um pequeno preço a pagar se atentarmos às várias vantagens do Acer.

Esperamos voltar a este assunto mais rapidamente do que o fizemos da última vez, para continuar a abordar as várias soluções existentes no mercado.