terça-feira, setembro 25, 2007

Kit eléctrico solar


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Outro modelo de carregador solar para baterias

Esta é uma experiência de um pequeno sistema solar de 12V que pretendemos tenha o máximo de autonomia, mantendo-se activo sem a necessidade de estar ligado à rede eléctrica.

O sistema será composto por um par de paineis solares, que descrevemos num texto anterior, os quais serão ligados duas das três tomadas de isqueiro de um arrancador de automóveis ou "power pack", que inclui uma bateria interna, compressor e sistema de iluminação.

A ficha tripla a utilizar, que já mencionamos no passado, tem três conectores normalizados de isqueiro fêmeas, onde podem ser ligados equipamentos eléctricos de 12V, e um macho, que irá ligar à bateria do alimentador.


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Tomada tripla para isqueiro

Chamamos a atenção para a descrição do texto relativo aos paineis solares, onde é mencionado o facto de estes possuirem um circuito de protecção, de modo a que o fluxo de energia seja unidirecional.

Também existe uma razão simples para termos optado por ligar os paineis via tomada tripla, a qual tem a ver com a extensão dos cabos e a necessidade de colocar os equipamentos a alimentar nos locais adequados, o que, neste caso, obriga a tê-los afastados alguns metros do "power pack".

Desta forma, optamos por colocar os dois paineis numa janela, virada para Sul, presos por ventosas, para que durante o dia possam ir carregando a bateria, de modo a que esta possa fornecer luz ou manter em funcionamento um equipamento de teste, como um portátil ou um PDA.


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"Power pack" com iluminação e arrancador

Neste processo, caso o equipamento a alimentar tenha uma bateria com duração razoável, a suficiente para que se mantenha em funcionamento durante as horas de ausência de luz solar, o "power pack" pode ser omitido, mas a introdução de uma bateria suplementar com um sistema de protecção e monitorização de carga é sempre uma mais valia e um factor de fiabilidade.

Neste momento, o único problema com que nos deparamos, para além de alguma falta de Sol, é o facto de a bateria interna do "power pack" apenas carregar parcialmente, mesmo ligada à corrente eléctrica, pelo que a autonomia acaba por ser inferior ao que seria de esperar, mas tentaremos proceder à sua reparação ou substituição de modo a obter os resultados esperados.

Esta será uma ideia para inspirar quem pretenda fazer algumas experiências com energias alternativas, para campistas ou para quem tenha uma casa de férias e, durante a ausência, opte por desligar a energia eléctrica mas necessite de manter em funcionamento algum equipamento de baixo consumo.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Carregador solar para baterias


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Carregador solar para baterias

Já não é a primeira vez que mencionamos um carregador solar para baterias, mas o modelo que descrevemos e era vendido no Dmail, já não se encontra em catálogo, pelo que optamos por procurar uma alternativa.

Dado que em Portugal os valores pedidos tendem a andar perto dos quarenta euros, valor que nos parece algo absurdo quando comparado com os que são praticados na origem, procuramos no EBay inglês um equipamento que seja enviado a partir de um país comunitário, evitando assim problemas ou demoras alfandegárias.

O modelo mais comum que encontramos apresenta as seguintes características, que podemos considerar como exemplificativas dos paineis deste tipo à venda no EBay:

Pode ser utilizado no interior ou no exterior
Carrega baterias normais de 12V
Mantém a bateria carregada através de energia solar
Exterior em plástico ABS resistente
Sistema de díodos para prevenir carga reversa
Conectors intermutáveis para ligação aos bornes da bateria ou à tomada de isqueiro
Ventosas para posicionamento na janela
Energia fornecida: 1.5W @ 17.5V
Condição de teste: AM=1.5,100mW/cm²
Fusível da tomada de isqueiro: 0.5A
Comprimento do cabo: 2.7 m
Dimensões: 352 x 125 x 14mm

Este modelo pode ser obtido no EBay por um preço inferior às 5 libras, a que acrescem, infelizmente, 10 libras para portes, sendo que, no total, continua a ser mais barato que alguns modelos que vimos comercializados entre nós e que mencionamos no passado.

Brevemente, este modelo de painel solar será experimentado integrado numa solução que visa manter em funcionamento um sistema de teste sem qualquer ligação à rede eléctrica, de modo a poder ser utilizado onde esta não exista ou, por qualquer razão, não se justifique a sua utilização.

Preço do One Laptop per Child aumenta outra vez


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O OLPC modelo XO-1

O preço dos portáteis criados pelo projecto One Laptop Per Child, (OLPC) inicialmente previsto para ser vendido por 100 dólares, tem vindo a aumentar sucessivamente, estimando-se agora que o XO-1 venha a custar 188 dólares.

As variações cambiais e o dólar particularmente fraco pode, só por sí, justificar a subida para os 188 dólares, quando em Maio o preço de produção era estimado em 176.

Este projecto, que visa dotar de equipamentos informáticos crianças e jovens de de países menos desenvolvidos, tem enfrentado várias dificuldades, mas espera-se que no próximo mês de Outubro, concluidos os testes de "hardware" e de "software", os primeiros XO sejam produzido.

Apesar dos aumentos, já estão encomendados mais de 3.000.000 de OLPC, com o Brasil, Líbia, Tailândia e Uruguai a serem os primeiros países a receber um equipamento que promete ficar na história da informática.

O OLPC não é, para nós, apenas mais um computador, mas um dos mais importantes meios tecnológicos de integração social, que bem gostariamos de ver a ser distribuido entre os nossos estudantes e a instituições de interesse público.

O facto de Portugal ter apostado em equipamentos convencionais, com sistemas operativos da família Windows, poderá ser uma aposta no sentido do imediatismo dos resultados, mas o OLPC poderia, com menores custos, oferecer perspectivas de médio e longo prazo mais interessantes, nomeadamente na área do "software" livre.

Para além do mais, o OLPC tem um conjunto de características de resistência e durabilidade únicas, que lhe permitem ser usado em situações ou em missões onde um portátil convencional dificilmente sobreviveria, pelo que a sua disponibilização junto de instituições dedicadas ao socorro seria perfeitamente justificável.

Esperamos, pois, que em breve os primeiros exemplares estejam disponíveis nos países que aderiram a este Projecto e que Portugal reconheça a valia destes equipamentos que, repetimos, prometem uma nova perspectiva social sobre as tecnologias de informação.

domingo, setembro 23, 2007

Sistema de diagnósticos compacto


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Sistema de diagnósticos compacto

Semelhante ao modelo que apresentamos anteriormente em dois textos, a versão compacta do sistema de diagnósticos alia umas dimensões ainda mais reduzidas a um preço sensivelmente inferior, que ronda os 40 dólares, incluindo portes.

Este "scanner" lê os códigos ODB II sendo ligado através de um conector standard de 16 pinos Data Link Connector (DLC) à tomada de diagnósticos do veículo, a partir do qual apresenta no ecran os Diagnostic Trouble Codes (DTC's).

Entre as características principais deste modelo compacto, incluem-se:

Apresenta mais de 700 códigos e limpa os erros
Apaga a luz de "engine check"
Écran de LCD de fácil leitura
Portável, preciso e fiável
Não necessita de ligação a computador nem de alimentação exterior ou bateria
Inclui manual de utilizador e lista de códigos e defenições DTC

Este equipamento funciona segundo os seguintes protocolos, SAE J1850, PWM, VPW e ISO 9141-2, sendo compatível com os veículos construidos a partir de 1996 e comercializados nos Estado Unidos, os quais têm que obedecer à norma OBD II, pelo que é expectável que a maioria dos automóveis comercializados mesmo noutras partes do Mundo siga esta norma.

As considerações que tecemos relativamente ao modelo anterior aplicam-se, com poucas excepções ressalvadas no texto, a este equipamento, pelo que uma leitura ou releitura dos textos recentemente publicados poderá ser útil para todos quantos considerem adquirir um "scanner" para códigos OBD II.

sábado, setembro 22, 2007

Alguém se lembra desta morte à espera de socorro?


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Os acidentes no IC 2 são comuns

O problema da assistência a vítimas de acidentes e o socorro em geral merece mais uma reflexão, na sequência do acidente ocorrido no IC 2 no início de Agosto e do qual resultou a morte da única vítima do camião que caiu de um viaduto com 18 metros de altura.

Estas ocorrências, sobetudo quando se verificam longe das grandes cidades, onde os meios são mais escassos e a coordenação deixa muito a desejar e ocorrem em locais que os utentes da via consideram como particularmente perigoso e com defeitos de concepção a vários níveis, não podem passar em claro e ser tratados como se fossem uma inevitabilidade ou um mero azar.

No entanto, mesmo após a aparatosa queda, o único ocupante do camião estava vivo e consciente e foi socorrido por quem passava no local que, para além do apoio possível, conseguiu dominar os focos de incêndio com recurso a extintores dos seus próprios veículos.

Infelizmente, os meios de socorro não cumpriram a sua missão em tempo útil, com o desencareceramento da vítima a demorar mais de três horas, um helicóptero de evacuação que não chegou apesar dos pedidos dos elementos do INEM e, finalmente, com a vítima a morrer por falta de assistência, a qual só podia ser dada caso tivesse sido transportada atempadamente para um hospital com as valências necessárias para o seu tratamento.

Supostamente, haverá um inquérito que esclareça o que correu mal e que explique quais as razões pelas quais um suposto conflito de jurisdição impediu a corporação de bombeiros mais próxima e com o equipamento necessário de actuar ou porque motivo não foi disponibilizado um meio aéreo para evacuar o sinistrado.

Muitas são as dúvidas que subsistem, mas no meio existe a triste certeza de que a vítima deste acidente não sobreviveu, tendo falecido horas após o sinistro e sem que tivesse sido devidamente socorrida.

Este é mais um caso a juntar a tantos outros que tem que nos deve fazer pensar e, caso necessário, introduzir as necessárias alterações no sistema de coordenação e de socorro, de modo a que mortes como estas não se repitam, mas que, passado mais de um mês e meio, parece ter sido esquecido.

Não basta aos orgãos de comunicação social passarem repetidamente uma notícia, explorando-a até ao limite quando esta parece mais mediática, e esquecendo-a quando o interesse da audiência diminui, deixando apenas à família e aos amigos o ónus de tentar manter em andamento um processo de averiguações cujas conclusões ainda se desconhecem.

Neste caso, optamos pode deixar passar algumas semanas para verificar se haveria algum seguimento informativo, confirmando as suspeitas de que, tal como em tantas outras situações, nunca mais voltariamos a ouvir falar deste acidente.

O escrutínio da opinião pública, que depende em muito dos media, é essencial para que exista um controle democrático sobre os serviços e entidades públicas, sem o que, numa próxima situação idêntica, a vítima pode ser um de nós.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Simulador de voo no Google Earth


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Écran do Flight Simulator do Google Earth

A versão 4.2 do Google Earth inclui um simulador de voo que não é visível através dos menús do programa, mas que pode ser acedido através da combinação de teclas "ctrl" "alt" "a".

Para quem conhece o Google Earth, a possibilidade de efectuar voos virtuais já era conhecida, mas agora pode-se ir um pouco mais longe e escolher e pilotar um dos aviões disponíveis.

Efectuar o "upgrade" para a versão 4.2 também é essencial para quem queira apreciar a vista do Espaço e navegar nesta nova dimensão disponibilizada pelo Google Earth.

Estas duas razões, para além de aperfeiçoamentos nas rotinas internas do programa, justificam o "upgrade", esperando-se que com o lançamento do novo satélite WorldView I, em breve a qualidade e actualidade das imagens estejam ao dispor dos utilizadores do que será, quase certamente, o mais popular programa da sua classe.

Diagnóstico para motores KWP 100 OBD2 - 2ª parte


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O conector normalizado OBD-2 do KWP 100

Este modelo suporta os protocolos OBD-1 (On Board Diagnostics), OBD-II, EOBD (European On Board Diagnostics) e JOBD (Japanese On Board Diagnostics) e tem como características principais as seguintes:

Desliga a luz de "check engine"
Lê dados "on-line"
Apresentação continua de DTC's
Apresenta descrições de DTC em formato de texto
Suporta 4 protocolos OBD
Écran LCD de leitura fácil
Base de dados alargada de DTC
Utilização segura e precisa
Pequenas dimensões e facilmente transportável
Funciona sem necessidade de ligação a outro equipamento, sendo alimentado directamente pelo veículo.

O KWP100 funciona na maioria dos automóveis ou veículos posteriores a 1996 e naçguns produzidos em 1994 e 1995, e que obedeçam à norma OBD II, sendo verificável através da presença de uma ficha normalizada Data Link Connector (DLC) de 16 pinos que se encontra, normalmente, perto do radiador ou do tablier, no interior do habitáculo.

O KWP 100 funciona com uma voltagem de 8 a 20 volts e uma amperagem de 70 mA, consumindo 0.9 W e na embalagem inclui, para além do "scanner", um cabo de conexão e instruções.

Este é um dos modelos disponíveis na Internet, existindo cabos adaptadores para fabricantes específicos e versões mais ou menos sofisticadas ou especialmente adaptadas a determinadas marcas.

Não sendo um equipamento comum entre não profissionais, o seu baixo preço começa a justificar a aquisição por parte de clubes e mesmo por quem possua veículos sofisticados ou pretenda adquirí-los, dado que este "scanner" facilita a obtenção de informações que, de outra forma, podem facilmente passar desapercebidas e apaga as desagradáveis luzes de "engine check" quando a revisão não é feita num concessionário da marca.

quinta-feira, setembro 20, 2007

Acidente fere 5 bombeiros


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Imagem do veículo acidentado

Um acidente de viação feriu ontem cinco bombeiros da corporação de Cete, no concelho de Paredes, quando se dirigiam para o combate a um incêndio em Aguiar de Sousa.

O veículo despistou-se a menos de dez quilómetros do quartel de onde saira por volta das 12:30, numa zona em que as curvas acentuadas se sucedem numa via estreita, acabando por cair por um declive junto à estrada.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cete, Rui Gomes, o pé do motorista ficou preso entre os pedais, impedindo-o de reduzir a velocidade, pelo que foi impossível manter-se na estrada, seguindo em frente e vindo a imobilizar-se no fundo de uma ribanceira depois de capotar.

Os feridos foram evacuados para o Hospital Padre Américo, onde foram assistidos a várias escoriações, contusões e traumatismos, sendo o caso mais grave o do motorista, que ficou encarcerado por 30 minutos.

A deslocação de viaturas em missões de socorro já foi diversas vezes abordada, nomeadamente no respeitante à questão da utilização dos cintos de segurança ou ao aumento das distâncias devido ao encerramento de unidades de saúde, bem como no respeitante às condições de circulação dos veículos utilizados ou ao treino dado às tripulações.

Este acidente, de que, felizmente, não resultaram feridos graves, lembra também a necessidade de lutar por implementar uma cultura de segurança e a importância de haver em cada corporação alguém com a responsabilidade de estudar e estabelecer programas de formação e sensibilização nesta área.

As acções de socorro implicam riscos, tal é inegável e incontornável, mas estes têm que ser minimizados nas suas várias vertentes e as questões relacionadas com a sensibilização perdem, muitas vezes, perante o tecnicismo ou a importância dada a equipamentos e meios, os quais, sendo decisivos, não resolvem problemas de fundo a nível de mentalidades.

Photo Story 3 for Windows - 4ª parte


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Écran de entrada do PhotoBucket

Talvez o problema mais complexo que enfrentamos após termos obtido e testado o ficheiro final, em formato Windows Media Format, foi o de alojar o vídeo num servidor onde possa ser acedido por quem visite o "blog".

Em teoria, o próprio Blogger aloja vídeos, bastando para tal proceder ao envio, após o que o ficheiro será processado e alojado num servidor, mas o facto é que se na pré-visualização do "post" tudo parecia estar em condições, quando este era publicado o vídeo não estava presente.

Uma outra opção seria a do Imageshack, mas esta obrigava a instalar um "software" específico deste prestador de serviços, o que optamos por não fazer, dado ser um tipo de imposição que nos parece abusiva.

Também tentamos no YouTube, mas todas as tentativas falharam repetidamente na fase de processamento, quanto o ficheiro já se encontrava no servidor de destino, pelo que optamos, finalmente, pelo PhotoBucket onde actualmente se encontra alojado.

Para recorrer ao PhotoBucket basta proceder a uma inscrição gratuita, não sendo necessário instalar qualquer "software" adicional e o ficheiro fica no formato idêntico ao do envio, pelo que o único passo é o de proceder ao "upload" e de colocar no texto a publicar uma chamada que é fornecida após a conclusão do processo.

Existe ainda a opção de "share" que pode colocar directamente num "blog" alojado no Blogger uma nova entrada cujo conteúdo é o vídeo que foi alojado, sendo este processo praticamente automático, razão pela qual será um dos métodos preferenciais a utilizar.

Resumidamente, este processo permite elaborar pequenas sequências de imagens, acompanhá-las com som e disponibilizá-las na Internet, bastando para tal alguma inspiração e uns minutos de trabalho.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Comissão europeia quer sistema de alerta nos automóveis


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Uma da situações de emergência

Interrogamos-nos por diversas vezes quanto à consciência de muitos dos compradores quanto às opções que fazem quando adquirem um automóvel, sobretudo quando este é novo e, portanto, pode ser de alguma forma configurado à medida do cliente.

Entre um dispositivo útil, como um conjunto de "airbags" ou umas jantes de liga leve, ou entre um sistema electrónico que ajude a estabilizar o veículo ou um tecto de abrir, muitos são aqueles que optam pelo que menos contribui para a segurança e vão atrás de aparências que de pouco servem em caso de acidente.

Entretanto, o número de vítimas de acidentes rodoviários não se tem reduzido tanto como seria desejável e, no caso concreto de Portugal, o encerramento de unidades de urgência, sobretudo no Interior do País, tem dificultado o socorro ao aumentar o tempo que medeia entre o alerta e a prestação de cuidados numa unidade com as valências necessárias.

Devido a estas opções, que em nada contribuem para a segurança rodoviária, e à necessidade de facilitar o socorro, a Comissão Europeia optou por iniciar negociações com os fabricantes para que o "eCall", um sistema de chamada de emergência, seja instalado nos modelos a produzir a partir de 2010, usando padrões devidamente normalizados de modo a que os pedidos de ajuda sejam recebidos em qualquer país comunitário e, se possível, mesmo noutros continentes.

Esta seria uma alternativa a factores de integração que os fabricantes nunca implementaram, como o facto de não interligarem, em veículos que os possuem, o alarme, o GPS e o telemóvel, o que permitiria uma detecção e um seguimento automático, bem como alertas em caso de perigo que pode ser detectado, por exemplo, através do acionamento do "airbag", da inclinação do veículo ou de uma diminuição de velocidade superior a um dado valor.

Alguns dos sistemas de alarme disponíveis no mercado incluem quase todas estas funcionalidades e são mais baratos do que os dispendiosos e proprietários dispositivos de segurança instalados pelos fabricantes que, efectivamente, pouco contribuem para algo mais do que uma tentativa de evitar o furto da viatura.

O "eCall" pode ser um passo importante, mas será fundamental que não seja apenas acionado por iniciativa dos ocupantes da viatura ou activado por um sistema de detecção de acidente, e que também possa ser usado por iniciativa do proprietário, ou mesmo por parte das forças policiais ou de socorro caso se verifiquem suspeitas fundamentadas de uma situação de perigo que obrigue a uma intervenção.

Reduzir o "eCall" a um mero sistema automático, com um reduzido número de funcionalidades, de forma a que seja mais facilmente aceite pelos fabricantes e pelas normas europeias que defendem a privacidade, não será, certamente, a opção que mais facilitará o socorro, podendo, inclusivé, criar uma sensação de falsa segurança entre os utilizadores dos veículos que possuam este tipo de dispositivo.

Entretanto, e porque o "e-Call" ainda está distante, a nossa sugestão continua a ir no sentido de instalar um sistema de alarme ligado a GPS e GSM, que custa duas a três centenas de euros, e pode ser extremamente útil seja em caso de acidente, seja para recuperar viaturas furtadas.