quarta-feira, janeiro 23, 2008

Videochamada no socorro


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Videofone Amstrad E 3

Com a vulgarização dos telemóveis de 3ª geração e de programas que permitem a sua ligação a sistemas informáticos, torna-se algo incompreensível que as centrais e equipamentos de entidades responsáveis pelo socorro não implementem um conjunto de funcionalidades que em muito contribuiriam para um atendimento mais eficaz.

A possibilidade de transmitir vídeo em situações de emergência, aliando a imagem em tempo real à descrição, bem como a de um interlocutor qualificado exemplificar, por exemplo, uma manobra de reanimação a ser aplicada remotamente, estão hoje ao alcance dos actuais meios tecnológicos, os quais podem ser obtidos com verbas cada vez mais reduzidas.

Também para quem presta assistência, a possibilidade de estar em contacto vídeo com um especialista, confere uma maior segurança, diminui a possibilidade de erro e permite receber instruções precisas, que podem, inclusivé, ajudar a salvar vidas humanas.

Quando se pretende estabelecer novas redes de comunicações integradas, que sirvam de base a forças de segurança e entidades responsáveis pelo socorro, o suporte de vídeo, aliado ao aúdio, é um requesito que consideramos essencial para prestar uma assistência tão rápida e precisa quanto possível.

No passado mencionamos um "software" da Vodafone que pode contribuir para esta solução, sendo que aconselhamos a quem desempenhe missões na área do socorro a obter um telemóvel de 3ª geração, que hoje custam menos de uma centena de euros, e a solicitar a instalação do programa apropriado num computador acessível por quem possa dar um apoio de 2ª linha.

Numa altura em que o isolamento das populações é cada vez maior e o socorro é efectuado, muitas vezes, por equipas isoladas, o recurso a novas tecnologias, actualmente pouco dispendiosas, é algo que deve ser equacionado nos locais onde as redes de comunicações permitam a realização de video-chamadas.

Vodafone apresenta software de envio de SMS e MMS para PC


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Logo da Vodafone

Após ter disponibilizado um programa que permite efectuar e receber videochamadas através de um computador para um telemóvel ou entre computadores, a Vodafone apresentou uma "toolbar", que permite enviar SMS e MMS a partir de um computador ligado à Internet.

Esta nova "toolbar", em conjunto com o programa, permitem efectuar chamadas de voz e vídeo, caso o computador disponha dos recursos necessários e vem dar mais um passo no sentido da integração entre computadores pessoais e as diversas formas de comunicação suportadas pelos modernos telemóveis.

É igualmente possível reconhecer em sites números telefónicos, tal como o faz um "add-on" do Skype, e efetuar chamadas para esses números através de uma simples indicação dada através do rato.


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Samsung F700 com videochamada

Tal como o "Vodafone Webphone", é necessário associar um número de telefone deste operador à aplicação, mas agora esta surge integrada no Internet Explorer, sob o formato de uma barra de ferramentas, e não como um programa adicional.

Outra vantagem é a possibilidade de partilhar contactos entre o computador e o telemóvel, guardar conteúdos e salvaguardar informação, facilitando a gestão integrada de ambas as plataformas.

O "software" está dispnível no "site" do operador, podendo ser descarregado e instalado sem custos nos computadores dos clientes da Vodafone, que continua na vanguarda deste tipo de aplicações que poderão ter um impacto substancial em diversas áreas, entre as quais a do socorro.

terça-feira, janeiro 22, 2008

Negociação em cenários de crise


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The Elements of Police Hostage and Crisis Negotiations

O livro "The Elements of Police Hostage and Crisis Negotiations: Critical Incidents and How to Respond to Them" de James L. Greenstone foi escrito a pensar em intervenções policiais, mas tem interesse para todos quantos respondam a um incidente no qual estejam envolvidos, por exemplo, potenciais suicidas ou situações de violência doméstica.

Qualquer negociação em cenários de crise deve ser deixada a profissionais, mas, numa fase inicial, pode caber ao pessoal de socorro estabelecer um primeiro contacto com potenciais agressores ou vítimas, cabendo-lhes uma importante função na estabilização da situação, evitando a sua escalada.

Este livro aborda vários dos aspectos de um processo negocial, detalhando um conjunto de procedimentos e de alternativas e facilitando uma avaliação do risco, incluindo diversas possíveis variações em função do cenários, dos participantes e de todo um conjunto de factores condicionantes.

Mesmo sabendo que a maioria dos nossos leitores nunca estarão envolvidos em nenhuma situação semelhante às descritas e que poderão ter um interesse limitado neste assunto, não quisemos deixar de mencionar um livro que, com capa mole, custa perto da vintena de euros na Amazon inglesa ou no EBay e inclui um conjunto de informações que poderão ajudar a evitar uma tragédia, pelo que sugerimos a sua leitura ou a de uma obra equivalente a quem desempenhe missões de socorro.

Alarme com localização via GSM F900A - 2ª parte


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Triangulação via GSM através de 3 antenas

Para situações de alarme, é possível configurar dois grupos de números, acrescendo dois outros grupos destinados a serem contactados em caso de emergência, podendo ser livremente escolhidos pelo utilizador, que também pode modificar os códigos conforme considere conveniente.

Uma implementação do "microchip" da KEELOQ, que permite códigos de 66 digitos encriptados, garante um sem número de combinações, de modo a que a intercepção e descodificação dos comandos seja virtualmente impossível, sendo necessários anos de tentativas para que surja uma repetição.

A localização via GSM tem as limitações que já mencionamos, diferentes das inerentes ao sistema GPS, mas oferecem uma vantagem importante, concretamente a de se manter activa dentro de portas, desde que haja rede de telemóvel, enquanto os GPS quando os veículos estão, por exemplo, numa garagem coberta, deixam de fornecer dados posicionais actualizados.

A complementaridade entre a localização via GPS e GSM seria, obviamente o sistema mais seguro, sem que daí decorresse um substancial aumento no preço do equipamento, mas até agora não encontramos nenhum fabricante que explorasse esta possibilidade e garantisse a redundância e a detecção mútua de erros.

Este equipamento que apresentamos, pelo preço, justifica uma análise e uma avaliação, sobretudo por quem use o veículo essencialmente em zonas urbanas, onde a densidade de antenas GSM é maior e os GPS, devido à profusão de edifícios de grandes dimensões, túneis, viadutos e outros obstáculos, apresenta maiores dificuldades de funcionamento.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Adaptador USB BlueTooth


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Adaptador USB BlueTooth

Um novo modelo de adaptador BlueTooth com "interface" USB tem vindo a aparecer em lojas de baixo preço, sendo vendido por perto de uma dezena de euros.

Relativamente ao modelo que apresentamos previamente, existem duas diferenças substanciais, sendo a primeira a inclusão de controladores para o Windows Vista, tornando-o apto para este sistema operativo da Microsoft, enquanto a segunda é o formato tipo "pen", sem uma antena destacável e com o conector USB protegido quando não está em uso.

O alcance máximo anunciado é de 100 metros, sendo este limitado devido a obstáculos ou intreferências, e pode ser utilizado para, por exemplo, ligar um telemóvel ao computador e efectuar a salvaguarda de dados contidos neste ou usá-lo como meio de acesso à Internet.

Outra utilização comum será a ligação do computador ao cada vez maior número de receptores de GPS com bluetooth, permitindo um posicionamento ideal dos vários equipamentos sem os constrangimentos que resultam do uso de cabos.

Este é um tipo de equipamento de comunicação cada vez mais comum, que pode servir para pequenas redes não estruturadas e que, obviamente apresentarão vulnerabilidades a nível de segurança, sendo que será uma opção a ter em conta para quantos tiverem computadores que não incluam de origem um "interface" bluetooth.

Ambulâncias onde havia hospitais


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Ambulância do INEM ao lado de uma VMER

Quando alguém morre e surgem dúvidas quanto à responsabilidade de um dado membro do Governo, que tomou uma decisão possivelmente errada e que teve consequências, é normal que os partidos da Oposição peçam os necessários esclarecimentos através da presença do decisor envolvido.

Com um pedido de esclarecimentos, seja em sede de comissão parlamentar, seja noutro local, não se está a acusar ninguém, mas a pretender uma explicação para um conjunto de decisões que poderão estar ligadas com um dado acontecimento que para alguns levanta dúvidas enquanto para outros há muito que existem certezas.

Nunca será possível provar que a manutenção em funcionamento das urgências do Hospital de Anadia poderia ter evitado a morte de um bebé, que perdeu a vida não obstante os esforços do INEM, tal como não será possível, em boa fé, demonstrar o contrário, pelo que ambas as partes irão continuar a esgrimir argumentos que nunca convencerão os oponentes.

O que será sempre intuitivo é que havendo mais meios, a possibilidade de ter salvo esta vida seria maior e que o fecho de urgências e serviços de saúde, tal como tem vindo a suceder, se não resultou na perda desta vida, certamente será responsável pela morte de outros seres humanos, mesmo que tal seja difícil de provar de forma isolada.

Este é uma evidência que, infelizmente, será facilmente demonstrável quando ocorrer uma situação grave que obrigue a uma intervenção de emergência num local do Interior onde, seja por corte das estradas, seja por dificuldades de orientação, seja por qualquer outro factor conexo, não for possível prestar a devida assistência médica de forma atempada e daí resulte igualmente a perda de uma vida.

Não temos tido, pelo menos até agora, um Inverno rigoroso, com estradas intransitáveis, mas quando tal acontecer, as consequências do fecho de tantas unidades de saúde será sentida, e aí não haverá nem desculpa nem perdão para quem optou por esta política que confunde socorro com assistência hospitalar enquanto transforma hospitais em ambulâncias estacionadas em localidades cada vez mais desertas.

domingo, janeiro 20, 2008

Bebé morre no estacionamento do Hospital de Anadia - 2ª parte


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Uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação

Os argumentos das entidades responsáveis são conhecidos e baseiam-se na lamentável permissa de não ser possível provar que estando em funcionamento as urgências agora encerradas, se poderiam ter salvo estas vidas, argumento que consideramos inqualificável dado tirar partido da irreversibilidade da perda de vidas humanas como forma de sustentar uma opção que continua a fazer vítimas.

Já nos insurgimos contra a promiscuidade entre o socorro e o tratamento hospitalar e a ideia de que é possível substituir uns pelos outros sem por em perigo as populações e causar um evidente alarme social, patente nas inúmeras manifestações populares onde o descontentamento e o medo são evidentes.

Também não conseguimos descobrir nos estudos feitos uma análise séria do próprio socorro, com temporizações baseadas em simulações ocorridas em diversos tipo de condições reais, mobilização dos vários tipos de meios de acordo com a caracterização do incidente, sistemas de redundância em caso de falha do meio primário, e tantas outras variáveis sem as quais não se pode considerar que exista um planeamento efectivo.

Devemos colocar várias situações, como a possibilidade de a ambulância do INEM estar mais distante, de a VMER de Coimbra estar a prestar socorro e não poder acorrer a esta urgência, e interrogarmo-nos sobre qual seria a resposta de um sistema que se baseia na disponibilidade de meios móveis para os quais há poucas ou nenhumas alternativas.

Nem mesmo o inquérito poderá determinar com certeza se outros meios de socorro teriam podido salvar esta vida, mas enquanto não houver estudos sérios outras se irão perder sem que, mais uma vez, se saiba se tudo foi planeado, organizado e realizado para as salvar.

A falta de planeamento que se verifica nesta área vem em linha com a inexistência de uma visão de conjunto de de um plano de desenvolvimento para o País, algo que denunciamos repetidamente e que se torna tanto mais evidente quanto o número de vítimas de uma política desastrosa vai aumentando.

Num País onde não há responsabilidade política e as más decisões passam impunes, podia, ao menos, haver um sentimento de vergonha que evitasse que opções que se baseiam em erros flagrantes possam manter-se apenas por teimosia ou incapacidade de aceitar que houve uma efectiva precipitação nas decisões e que estas devem ser reequacionadas antes que se percam mais vidas humanas.

sábado, janeiro 19, 2008

Bebé morre no estacionamento do Hospital de Anadia - 1ª parte


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Ambulância do INEM ou urgência móvel?

Pela segunda vez em menos de 24 horas, um bebé morreu numa ambulância, a caminho de um hospital, tendo este segundo caso ocorrido na Anadia, um dia após outra morte de uma criança quando seguia de Carregal do Sal a caminho de Viseu.

Ontem, foi uma criança de dois meses do sexo feminino a morrer a bordo de uma da ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante o trajecto entre o local onde foi efectuada uma tentativa de reanimação e uma urgência hospitalar.

Lembramos que a urgência do Hospital de Anadia foi uma das que foram encerradas, tendo-se a população manifestado por diversas vezes contra esta decisão do ministério da Saúde.

As versões relativamente ao sucedido são contraditórias, sendo que para o representante do movimento "Utentes para a Saúde", o atraso na assistência decorre de um desencontro entre a ambulância do INEM, que não teria pessoal especializado a bordo e a viatura de médica de emergência e reanimação (VMER), que inclui um médico e o equipamento neessário.

Para o INEM, não houve nem desencontros nem atrasos, tendo eventuais atrasos tido origem na opção dos pais da criança em dirigirem-se para o Hospital de Anadia, que já não tem urgência, pelo que não era possível prestar a devida assistência médica nesse local, razão pela qual foi marcado aí um encontro com uma ambulância.

Ainda segundo o INEM, a ambulância que interveio estava de regresso de Coimbra e encontrou-se com os pais da criança três minutos depois de accionada em pleno parque de estacionamento do Hospital da Anadia, sendo que passado cerca de um quarto de hora chegou uma VMER.

Nesta altura, após 40 minutos de esforços, foi possível reanimar o bebé que s encontrava em paragem cardio-respiratória, tendo sido transportado na ambulância do INEM para as urgências do Hospital Pediátrico de Coimbra, onde chegou já sem vida.

Para o porta-voz do INEM, o presidente da Administração Regional de Saúde do Centro e o ministro da Saúde, apesar do desfecho, tudo decorreu com normalidade e os meios corresponderam de forma correcta, acrescentando que não é possível relacionar esta morte com recente fecho do serviço de urgências do Hospital da Anadia.

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Alarme com localização via GSM F900A - 1ª parte


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Alarme com localização via GSM CVEYH-F900A

Após várias descrições de alarmes com localização via GPS e envio de posição via GSM, optamos por examinar um modelo que usa o sistema de triangulação de antenas de GSM para determinar a sua posição.

Já abordamos a questão da determinação do posicionamento via GSM por diversas vezes e em várias circunstâncias, mas nunca como base de um sistema de alarme que dispensa o uso e o custo do mais tradicional GPS.

De entre os vários modelos disponíveis, com valores entre os perto de 75 e os 110 euros, a que acrescem portes e taxas alfandegárias, optamos por descrever o F900A, que opera nas bandas dos 900 e 1.800 MHz, sendo, portanto, compatíveis com a rede de GSM existente em Portugal.

Este modelo de alarme, para além das funções mais habituais de detecção de intrusão, vibração, abertura de portas, entre outras, mas implementa também um sistema de localização baseada na triangulação de antenas GSM, processo que já descrevemos e que se baseia na cronometragem do tempo que dura o sinal proveniente de cada antena na área.

Através de uma ligação telefónica é possível saber o estado da viatura e agir sobre ela, trancando ou destrancando as portas, activando as luzes ou cortando o fluxo de combustível e provocando a paragem do motor.

É possível operar o sistema através de comandos de voz, facilmente memorizáveis, substituindo assim os mais complexos comandos através de instruções de texto enviadas via SMS, que controlarão as funções do alarme e monitorizarão o sistema.

Google investe na prevenção de catástrofes


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Logo do Google.org

Quase se pode dizer que não há quem navegue na Internet e desconheça o Google, seja como motor de pesquisa, seja como fornecedor de inúmeros recursos e aplicações, mas serão muito menos os que conhecem a vertente de intervenção social do Google.org.

Esta instituição sem fins lucrativos está actualmente a financiar projectos que visam o recurso a meios tecnológicos para identificar e enviar alertas de catástrofes naturais ou riscos para a saúde pública através da Internet.

O projecto do InSTEDD vai recorrer a diversas ferramentas tecnológicas já presentes em redes sociais para enviar mensagens de alerta, usando versões de "software" semelhante ao da Facebook devidamente adaptado de modo a que exista um sistema de transmissão em cadeia rápido e eficaz.


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Efeitos do Katrina

Também a vertente respeitante a entidades que operam na área do socorro ou da emergência está a ser estudada, de modo a que novos programas, mais eficientes e de uso livre, facilitem a comunicação e coordenação durante as missões que estas cumprem.

A vertente humanitária do Google incluiu o InSTEDD, uma organização sem fins lucrativos atualmente liderada pelo antigo conselheiro do Departamento de Defesa dos EUA, Eric Rasmussen, e conta com nove elementos que têm vindo a desenvolver "software" que será disponibilizado gratuitamente.

Será também disponibilizado um directório de associações de ajuda humanitária, com contactos e recursos, e espaços interactivos onde se troquem informações e ideias.

Este é um contributo importante que poderá, no futuro, vir a ser de grande importância, tal a dimensão de recursos que o Google disponibiliza, pelo que este é um projecto a acompanhar com especial atenção.

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Autarcas queixam-se de estragos provocados por provas TT em caminhos florestais


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Passeio de todo o terreno

Surgem, por vezes, queixas por parte de autarcas, proprietários e entidades ligadas à Protecção Civil de que caminhos florestais são danificados por provas ou passeios efectuados por veículos todo o terreno.

Recentemente, no concelho de Viseu, os presidentes das juntas de Farminhão e de Torredeita, queixaram-se dos danos provocados nos caminhos florestais por veículos todo o terreno realizadas no domingo passado, quando perto de meia centena de veículos, incluindo moto 4 e motos, comprometeram a transitabilidade de um conjunto de acessos necessários em caso de incêndios florestais e usado pelos proprietários dos terrenos.

Esta situação já ocorrera por diversas vezes na frequesiada Torredeita, que já antes do domingo passado, em Outubro e Dezembro de 2007, sofrera danos semelhantes, ficando vários quilómetros virtualmente intransitáveis.

Na sequência destes prejuizos, que não estarão cobertos pelos seguros, caberá às autarquias repor a situação anterior, sem o que os proprietários de terrenos não poderão aceder aos seus locais de trabalho nem os bombeiros acorrer a eventuais fogos florestais.

Chamamos a atenção para o facto de todas as actividades mencionadas estarem devidamente licenciadas junto da respectiva câmara, cumprindo todos os requisitos legais, estando avisadas as autoridades competentes, mas quer as juntas de freguesia por onde passam as provas ou passeios não são consultadas, tal como não o são os proprietários ds terrenos ou quem necessita destas vias para missões de socorro.

Queremos, sobretudo, deixar um alerta para uma situação que tende a repetir-se num País onde uma pseudo-legalidade suportada por algumas instituições de representatividade duvidosa se sobrepõe ao civismo e ao bom senso que deve imperar na altura de tomar decisões.

Quando a primazia da burocracia e da legalidade formal ocupa o lugar que deve pertencer a quem é realmente afectado pelas acções ou atividades, é fácil de entender que as consequências serão nefastas e podem, no limite, acabar com a prática do todo o terreno livre em Portugal.

CDS-PP volta a questionar o Governo sobre a EMA - 2ª parte


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Um Eurocopter AS350 B-3 em Itália

Efectivamente, caso a EMA pretendesse prestar serviços fora do âmbito do Estado, dos dez helicópteros adquiridos, apenas os três Eurocopter actualmente existentes após a queda de uma destas aeronaves, poderiam ser usados, já que os cinco Ka-32 recebidos, de seis encomendados, seriam excluidos.

Apesar da justificação dada por Rocha Andrade, subsecretário de Estado da Administração Interna, de que estes três helicópteros serão o suficiente para satisfazer uma eventual vertente comercial, as dúvidas subsistem dado que os meios de maior capacidade, os Kamov, estão excluidos, não podendo, inclusivé, proceder a missões tão banais como o transporte de doentes.

Seria, no entanto, conveniente que o CDS-PP apresentasse alguma solução, como a revisão dos estatutos da EMA, a sua extinção com passagem dos meios para a tutela directa do MAI ou outra que aquela formação política considere adequada, evitando que um conjunto de críticas, independentemente da sua justeza, seja tudo o que resulta deste pedido de esclarecimentos.

Por ouro lado, convinha que os participantes nos debates em comissões parlamentares se preparassem devidamente, evitando o triste espectáculo a que assistimos acerca deste mesmo tema, no qual o desconhecimento da matéria por parte de Governo e deputados foi a tónica dominante, com erros clamorosos de ambas as partes a passar em claro.

Somos da opinião que um partido político, quando na oposição, mais do que criticar deve propor alternativas ou sugerir formas de corrigir erros, sem o que os debates ocorridos nas comissões não passam de disputas estéreis ou exercícios de retórica que, por muito brilhantes que sejam, acabam por ser inúteis.

Espera-se, portanto, que, por um lado o PS permita a presença de Rui Pereira e que, por outro, os partidos da Oposição proponham alterações ou soluções que permitam ultrapassar as deficiências de que a EMA enferma, evitando assim mais uma sessão destinada apenas a preencher calendário ou a marcar uma posição antecipadamente conhecida.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Lanterna de "leds" com ultra-violetas e laser


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Lanterna de "leds" com ultra-violetas e laser

Embora normalmente demos preferência às tradicionais MagLite ou escolhido um iluminador de longo alcance, existem diversos modelos de lanterna que incluem outras funções para além de um foco convencional.

Se por um lado a lâmpada convencional tende a ser cada vez mais vezes substituido por um conjunto de "leds" de alta intensidade, com vantagem em termos de iluminação e de consumo das baterias, este arranjo permite incluir ainda "leds" ultra-violeta e um laser em posição central.

O modelo que adquirimos no EBay, por um valor de sete a oito euros que incluem portes para Portugal e seguro, inclui dez "leds" de iluminação com luz convencional, outros cinco de ultra-violetas, que facilitam a observação de diverso tipo de pormenor, e um laser central, que serve de apontador.

Este modelo recorre a três pilhas "AAA" de 1.5V, tem um corpo em alumínio e inclui uma correia para prender ao pulso, sendo que as suas dimensões de apenas 13 cm de comprimento e 3.5 de diametro permitem que seja facilmente transportada num bolso.

Esta é uma opção interessante para diversos tipos de missão, incluindo a nível de segurança e de socorro, sendo que o seu baixo preço a torna particularmente convidativa para muitos profissionais.

CDS-PP volta a questionar o Governo sobre a EMA - 1ª parte


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Painel de instrumentos de um Kamov Ka-32

O CDS-PP vai voltar a questionar o Governo sobre o facto de a Empresa de Meios Aéreos (EMA), responsável pela gestão das aeronaves adquirida para efectuar missões do Ministério da Administração Interna (MAI), ainda não dispor do certificado de operador de trabalho aéreo, que a 22 de Agosto pediu ao Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC).

Entre as questões que o CDS-PP quer colocar encontram-se a falta de certificação europeia dos seis helicópteros Kamov Ka-32 e a não substituição do Ecureille que ficou destruído num acidente ocorrido a 10 de Novembro em Melgaço, do que resultou a morte do piloto.

Sem os helicópteros certificados, estes apenas podeam operar no combate a fogos, segurança interna e busca e salvamento, mas as operações de carácter comercial, previstas nos estatutos da EMA como forma de rentabilizar os meios adquiridos.

Também o concurso de aquisição de meios aéreos pesados está na mira do CDS-PP, que pretende obter esclarecimentos relativamente a um processo que se arrasta há anos sem efectivamente nunca ter começado.

Já não é a primeira vez que o CDS-PP tenta ouvir o ministro Rui Pereira na comissão eventual que acompanha os fogos florestais, sendo que o requerimento inicial, efectuado em Novembro, foi inviabilizado pelo PS.

Desta vez o CDS-PP pressionará a vinda do titular do MAI garantindo que não aprovará o relatório da comissão sobre o ano passado se dele não constar uma "denuncia da péssima gestão dos dinheiros públicos", referindo-se, nomeadamente às limitações de utilização dos Kamov e ao recurso à declaração destes como aernaves do Estado.

terça-feira, janeiro 15, 2008

"GPS Data Logger" na televisão


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BTS-110 "GPS Data Logger"

Seguindo o que parece ser um hábito, um modelo de "GPS Data Logger" foi anteontem um dos protagonistas do Jornal da Noite emitido pela SIC, alguns meses após termos descrito este tipo de equipamentos.

Este equipamento integra um GPS e uma memória do tipo "flash", onde é assinalado o trajecto, o qual poderá ser descarregado para um computador onde os dados obtidos poderão ser visualizados num programa incluido ou sobreposto nos mapas do Google Earth.

Os detalhes, mais em profundidade, podem ser relidos num dos textos que publicamos, sendo de ressalvar, mais uma vez, que estes equipamentos, sendo legais, podem ser usados de forma ilícita, caso sejam usados como meio de vigilância sem o conhecimento do visado.

Devemos dizer que, com os localizadores pessoais cada vez mais acessíveis, os "GPS Data Logger" são cada vez menos interessantes, dado que só após a sua recuperação é possível ler os dados armazenados.

Os "GPS Data Logger" podem ser adquiridos por preços módicos no EBay, mas, para quem pretenda este conjunto de funções e um écran adicional, existem alternativas, algumas das quais já descrevemos, que podem ser adquiridas por perto de uma centena de euros e são muito mais polivalentes.

Ambulância do INEM custa 3 a 5 vezes uma dos bombeiros


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Ambulância dos bombeiros de Tomar

A Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) concluiu que uma ambulância de socorro pertencente ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e com uma tripulação do próprio INEM custa entre três a cinco vezes mais do que uma com tripulação de corporações de bombeiros.

Este problema é hoje mais premente, dado o encerramento de unidades de saúde e a sua suposta substituição por ambulâncias de suporte básico (SBV) ou imediato de vida (SIV), as quais têm vindo a aumentar em número e, consequentemente, a custar cada vez mais ao Estado.

Obviamente, e para que não haja dúvidas, não se está a entrar em conta com as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) que, pela sua especificidade e por incluirem um médico e equipamentos diferenciados saem bastante mais dispendiosas, mas também desempenham outro tipo de missões.

Segundo as contas da LBP, uma ambulância tripulada por elementos do INEM pode custar até 12.000 euros por mês, considerando um total de cinco tripulações de dois elements cada, necessárias para um escalas permanentes, enquanto apenas paga entre 2.500 a 3.500 euros aos bombeiros, dependente do número de missões.

As contas foram feitas com base nas 184 ambulâncias de bombeiros em PEM (Posto de Emergência Médica), uma pequena parte das mais de 1.200 ambulâncias de socorro pertencentes às corporações, as quais asseguram a esmagadora maioria das missões de socorro em Portugal.

Por outro lado, ambulâncias do INEM são estacionadas onde já existe outra dos bombeiros, duplicando os meios de forma inútil, sendo muitas vezes guarnecidas por tripulantes que têm uma formação inferior à ministrada na Escola Nacional de Bombeiros, pelo que não apresentam qualquer melhoria qualitativa nem oferecem melhores serviços às populações.

O conflito entre a LBP e o Ministério da Saúde, que tutela o INEM, tem-se arrastado, com os bombeiros a acusar o ministério de tentar implementar uma rede paralela de emergência pré-hospitalar na qual são subalternizados ou, pura e simplesmente, excluidos.

Com a LBP a ameaçar, mais uma vez, abandonar o sistema, uma nova reunião com a secretária de Estado da Saúde veio colocar novamente o assunto na ordem do dia, através da possibilidade de discutir as divergências numa nova sequência de encontros a calendarizar.

O recurso aos bombeiros como mão de obra barata e descartável, substituidos sempre que possível pelas SBV ou SIV do INEM e utilizados apenas como um complemento quando não há outra alternativa, bem como a secundarização a nível de encaminhamento, há muito que cria atritos e mantém um conflito latente.

A LBP pretende que exista uma política de cooperação e de complementaridade baseada em princípios de equidade e de objectividade, sem que os meios do INEM tenham um tratamento de previlégio quando em situações comparáveis, sendo patente que o cada vez maior centralismo do Ministério da Saúde está a comprometer um relacionamento necessário para a segurança e o socorro das populações.

A actual política governamental, onde o socorro através do INEM deveria compensar o encerramento de unidades ou valências na área da saúde, tem sido por diversas vezes criticado, já que estamos diante de áreas diferentes e confundir o socorro ou a emergência pré-hospitalar com os cuidados a serem prestados em unidades de saúde compromete o sucesso de qualquer estratégia.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Apresentada a versão final do Tata "Nano"


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A versão final do Tata Nano

Com a abertura do Salão do Automóvel em Nova Deli, foi finalmente divulgado o aspecto defenitivo do Tata "Nano", conhecido até hoje apenas em forma de protótipo.

Este veículo de quatro portas, capaz de transportar comodamente outros tantos passageiros, é propulsionado por um motor de 624 centímetros cúbicos que debita 33 cavalos de potência montado na rectaguarda.

O modelo base, de modo a custar perto de 1.900 dólares, não inclui um conjunto de características habituais hoje em dia, como o ar condicionado, direcção assistida, vidros eléctricos ou ABS, mas existe a possibilidade de os encomendar ou de os ter de série em versões mais dispendiosas.


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Outro ângulo do Tata Nano

A simplicidade que preside à concepção do "Nano", para além de um uso generalizado de plásticos, implica reduzir custos e peso onde seja possível pelo que, por exemplo, apenas existe uma escova no limpa-parabrisas e os cintos de segurança traseiros são opcionais.

Prevê-se que a comercialização se inicie ainda este ano, não estando ainda defenidos os mercados onde o automóvel mais barato do Mundo, com um preço anunciado de 1.900 dólares, poderá ser adquirido, mas, para já, exclui-se a Europa dado que o "Nano" não obedece a um conjunto de regulamentos comuniários.

Outras marcas virão, sem dúvida, a adoptar este conceito e outros modelos de baixo se seguirão, sendo certo de que num futuro próximo veremos automóveis construidos na Índia ou na China a circular entre nós, após terem sido adquiridos por preços inatingíveis pela sua concorrência europeia ou americana.

ANPC vai alojar base de dados sobre bombeiros


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Início de configuração de base de dados

O Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira o decreto-lei que determina as regras de criação, manutenção e actualização de uma base de dados sobre os bombeiros portugueses.

O resultado do "Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses" ficará alojado no sistema informatico da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), podendo ser acedido via Internet.

Da nova base de dados constarão informações relativas aos efectivos das corporações, devidamente descriminados, equipamentos e os vários elementos que permitam conhecer os meios de que cada uma dispõe, sendo um utensílio essencial para coordenar operações, sobretudo quando estas sejam coordenadas a nível distrital ou nacional.

Sendo um instrumento de grande utilidade, qualquer base de dados, quando não é mantida de forma adequada, pode encerrar perigos ao transmitir informações erradas sobre as quais se podem vir a apoiar decisões operacionais.

É, portanto, fundamental que esta base de dados seja permanentemente actualizada e que todos os meios indisponiveis, mesmo que temporariamente, como elementos de férias ou os veículos que se encontram em manutenção, sejam assinalados, sem o que se corre o risco de ter informações que não correspondem à realidade.

Tem-se, assim, um ponto de partida que, para além de um uso meramente administrativo, pode dar um contributo importante a nível operacional, caso as corporações e os Comandos Distritais mantenham em permanente actualização os meios efectivamente disponíveis e os que estão empenhados em operações, podendo, mais tarde, passar a implementar tecnologias de referenciação geográfica, de forma a haver um acompanhamento permanente das unidades em missão.

Uma base de dados com estas características, se devidamente implementada e utilizada, será uma óbvia mais valia para a ANPC, mas caso não seja mantida devidamente actualizada, pode transformar-se numa autêntica armadilha a partir da qual podem ser tomadas decisões baseadas em dados errados, com consequências que se podem vir a revelar desastrosas para todos os envolvidos.

As novas tecnologias não são, obviamente, uma panaceia para todos os males, mas quando correctamente utilizadas oferecem um conjunto de elementos de suporte à decisão que pode prevenir erros e melhorar susbtancialmente o planeamento e a eficácia das operações de socorro.

domingo, janeiro 13, 2008

Aeroporto à vista


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O aeroporto da Portela

Não sendo o objecto deste "blog", não queremos deixar de tocar na questão da decisão da localização do aeroporto de Lisboa, a construir na margem Sul, dado que existem óbvias implicações no ordenamento do território e, consequentemente, no desenvolvimento regional, na fixação de populações e nas infraestruturas de que depende a segurança e o socorro dos habitantes das zonas afectadas por esta opção.

Queremos lembrar um texto onde nos interrogava-mos quanto à necessidade de um novo aeroporto sem que a decisão de o construir seja precedida de uma discussão do modelo de desenvolvimento que se pretende para o País e para as várias regiões que o constituem e que, pelas suas desigualdades, devem ser analisadas quer separadamente, quer integradas no todo nacional.

Hoje vive-se um certo alívio pelo facto de o que parecia ser a localização errada na Ota ter sido ultrapassada em prol de Alcochete, mas o facto de, tanto quanto nos é possível saber, ter sido corrigido um erro, não quer dizer, só por sí, que tenha sido tomada a decisão correcta e, menos ainda, a que melhor serve o desenvolvimento nacional.

No entanto, para além da falha em termos processuais, acresce o problema de o modelo de desenvolvimento e as estratégias de crescimento, cujo estudo devia preceder o do novo aeroporto, não terem sequer feito parte do discurso político, no qual apenas é mencionado o impacto que a nova estrutura vai ter na zona de implementação e, de forma algo abstracta, no todo nacional.

Assim, navega-se à vista, anda-se a reboque de obras que alguns designam como estruturantes, sem que efectivamente se saiba que País estamos a criar nem que futuro queremos promover, vivendo de decisões causuísticas, meramente reactivas quando as circunstâncias obrigam a efectuar escolhas baseadas, quase sempre, em interesses sectoriais que pouco têm a ver com o desenvolvimento integrado e solidário necessário para a manutenção da unidade nacional.

sábado, janeiro 12, 2008

Subsidiar em vez de desenvolver


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Uma imagem do Alentejo rural

Subsidiar em vez de criar infraestruturas é um erro comum e repetido sem cessar, mas aparentemente nada se aprendeu com os desaires do passado e a receita continua a ser aplicada, optando-se por dar o peixe em vez de ensinar a pescar, do que resulta uma permanente situação de dependência e de subserviência.

A desertificação do Alentejo, tal como acontece em várias zonas do Interior, deve-se a razões estruturais, agravadas pelo desinvestimento público, no qual se podem incluir o encerramento de unidades de saúde, de escolas, de entidades do Estado e de todo um conjunto de serviços que são essenciais à permanência das populações ou à fixação de novos residentes.

No entanto, ao invés de suspender esta longa sequência de encerramentos e promover a abertura dos serviços que transmitem confiança e segurança às populações, a opção foi a de atribiur subsídios ou vantagens fiscais, as quais acabam por, inevitavelmente, sacrificar os mais desfavorecidos, que praticamente não pagam impostos nem estão em condições de efectuar investimentos, enquanto abrem caminho a uma série de oportunistas que, após receberem o máximo de verbas a que podem aspirar, rapidamente abandonam os projectos para os quais o Estado e a Europa contribuiram.

Esta é uma situação comum, que aconteceu no passado e cujos efeitos ainda hoje são sentidos, a qual derivou da atribuição de subsídios para os mais diversos fins, sem que houvesse em paralelo um investimento e uma política de desenvolvimento integrado, devidamente planeado e coordenado, de modo a que as verbas disponibilizadas fossem potenciadas e contribuissem para o progresso da região a médio e longo prazo.

Sem ideias nem projectos, continuamos a assistir a uma tentativa inútil de enterrar problemas em dinheiro, esquecendo os nossos responsáveis políticos que este é um erro que já foi cometido e uma das principais razões pelas quais uma extensa parte do País está votada ao mais completo abandono.

A esta cada vez maior desertificação corresponde, para além do empobrecimento das populações, uma menor capacidade de auto-defesa e o aumento dos riscos, seja por acção humana, seja devido a fenómenos naturais, como acontece com incêndios florestais, inundações ou erosão dos solos, levando a uma cada vez maior insustentabilidade do que resulta um efeito de amplificação dos factores iniciais que levaram a um cada vez maior abandono do Interior.

Perante um efeito dominó, em que causa e efeito cada vez são se misturam mais, não existem paliativos, como pequenos ajustes fiscais ou a disponibilização de subsídios, medidas que, desgarradas e isoladas, apenas reduzem os recursos nacionais sem, efectivamente, contribuirem para resolver um problema que os sucessivos governos preferem contornar a enfrentar.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Módulo de seguimento GSM com GPS na Elektor


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Módulo de seguimento GSM com GPS ElekTrack

Quase todos os nossos leitores que se interessam por equipamentos electrónicos conhecerão a revista Elektor, publicada em diversas línguas, entre as quais o português e que será uma das referências nesta área.

A edição portuguesa, no seu último número, apresenta esquematicamente um equipamento de seguimento, que integra um módulo de GSM e um receptor de GPS, permitindo uma permanente referenciação geográfica de quem o transporte.

Este equipamento, que pode ser adquirido na loja "on-line" da Elektor por 275 libras, já montado e testado, equipara-se a vários sistema de localização pessoal que temos mencionado, mas não apresenta um preço competitivo quando comparado com o Globalsat TR-102 ou com o modelo para automóveis CAT-1.

A nossa opção por mencionar o ElekTrack deve-se, essencialmente, ao facto de na revista virem incluidos os esquemas deste modelo, com referências dos vários integrados, local de descarga do "software", detalhes de concepção, construção e funcionamento que podem servir como base a uma melhor compreensão deste tipo de equipamento.

Para quem pretenda aprender mais sobre este tipo de equipamentos, sugerimos a aquisição da edição portuguesa da Elektor, onde ao longo de diversas páginas são dadas informações particularmente úteis e que podem ser usadas de forma genérica, ajudando a uma melhor compreensão destas soluções que consideramos da maior importância e aplicáveis a um sem número de situações.

Filiação partidária como critério de nomeação - 2ª parte


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Publicidade do Millenium BCP

Mesmo sabendo que em ambos os partidos haverá, certamente, alguém de mérito, com a capacidade para dirigir a Caixa Geral de Depósitos (CGD), estamos a eliminar de uma possível nomeação todos quantos não se identificam com os dois maiores partidos portugueses, afastando quem seja da área política de uma outra formação partidária e, o que é da maior gravidade, quem tenha optado por viver afastado da política, apenas progredindo com base no seu próprio mérito.

Este questão, que para alguns pode parecer menor, é da maior gravidade e confirma o que todos sabemos, a partilha do aparelho de Estado com base em critérios partidários, onde o mérito é secundarizado perante a filiação ou orientação política.

Não se discute se os administradores agora propostos são os mais competentes, de tal forma esta questão é secundarizada por Governo e Oposição, mas tão somente a partilha de cargos públicos que são vistos como uma mera coutada partidária e não como um meio de servir o País, devendo ser atribuido a quem melhor o pode desempenhar.

Mesmo no respeitante à nova administração do Banco Comercial Português, os avanços e recuos dos apoios, podem indiciar uma interferência política, sobretudo sobre aqueles que mais necessitam do Estado, nomeadamente, a nível de obras públicas ou de acordos de convergência de interesses.

Estranhamente, não se vê ninguém a levantar este problema que é comum na sociedade portuguesa, onde as promoções para cargos técnicos de uma certa importância, já pouco ou nada têm a ver com qualificações, competências ou empenho pessoal, mas com lealdades partidárias, que se tornam assim a prioridade de quem pretende obter um emprego com algum futuro.

A discussão em redor dos novos administradores da CGD bem pode ser extrapolada para outros níveis, mais discretos, onde as exigências para uma nomeação são as mesmas e, a bem dizer, demonstram pelos resultados, pelos jogos de interesses, pela perda de competitividade e pela pobreza de cada vez mais portugueses, muito do que há de pior na nossa sociedade.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Concurso de aluguer de aviões lançado na próxima semana


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O eternamente esquecido Martin-Mars

O concurso para a aquisição de meios aéreos pesado só será lançado, em princípio, na próxima semana, pelo que este ano e nos próximos, tal como nos anteriores, serão alugados aviões pesados para o combate aos incêndios.

O caderno de encargos para o concurso de aluguer prevê o aluguer de quatro aviões pesados, dois dos quais por um período alargado, de modo a estarem disponíveis mesmo fora da época tradicionalmente mais crítica, e dois outros durante a "Fase Bravo".

O concurso, preparado pela Empresa de Meios Aéreos segundo requisitos da Autoridade Nacional de Protecção Civil, destina-se a aeronaves anfíbias com capacidade de transportar um mínimo de 5.000 litros, pelo que modelos como os Canadair, os Beriev Be-200 e, embora remotamente devido à sua escassez, os Martin-Mars, poderão concorrer.

Relativamente ao processo de aquisição que se arrasta há mais de dois anos, altura em que o Governo decidiu adquirir meios próprios para missões no âmbito da Protecção Civil, mas, ao invés do que sucedeu com os helicópteros, nunca se chegou a avançar, em parte devido à expectativa de parte dos meios a adquirir serem pagos através da dívida da Federação Russa para com Portugal, actualmente já saldada.

Falta ainda estabelecer o modelo de financiamento, proposto pelo Ministério da Administração Interna, mas que carece de aprovação por parte do Ministério das Finanças, sem o que o concurso não poderá avançar, mas será de prever que se opte por um esquema semelhante ao utilizado na aquisição de helicópteros, com parte do valor de aquisição a passar para a manutenção.

Com prazos de entrega na ordem dos dois a três anos, a opção pelo aluguer irá manter-se nos próximos anos, podendo prolongar-se em caso de incidentes processuais ou de atrasos na construção das aeronaves que vierem a ser adquiridas, na formação de pessoal ou nos processos de certificação.

Após vários avanços e recuos, estes são dois processos que poderão revestir-se de alguma polémica, nomeadamente o respeitante à aquisição de meios aéreos pesados, o qual necessita de seguir um caderno de encargos tecnicamente irreprensível de modo a evitar que problemas conhecidos do passado se venham a repetir.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Campanha de solidariedade pode lançar o OLPC na Europa


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O Puppy Linux a correr num OLPC XO

Uma campanha semelhante à realizada nos Estados Unidos e Canadá "Give One, Get One" poderá lançar o One Laptop Per Child (OLPC) modelo XO na Europa.

Após o sucesso da campanha na América do Norte, onde por um valor de 400 dólares, sensivelmente 272 euros segundo a cotação actual, era possível adquirir um destes equipamentos, enquanto outro era doado a um país em vias de desenvolvimento, a mesma estratégia está a ser equacionada para o lançamento do OLPC na Europa.

Os computadores OLPC ainda não se encontram à venda na Europa, uma vez que não receberam todas as certificações para o efeito, mas espera-se que tal suceda brevemente, contribuindo assim para o sucesso deste projecto.

Obviamente, para o nível de vida português, o preço de um OLPC poderá ser algo elevado, sobretudo se nos lembrarmos que neste momento é possível adquirir computadores portáteis por menos de 500 euros, pelo que deveria haver um reequacionamento dos valores da campanha de modo a que o XO seja realmente apetecível.

Enquanto esperamos pela chegada do OLPC, deixamos a sugestão de que o valor dos XO seja ajustado às diversas realidades nacionais, de modo a que existam contributos em todos os paíeses europeus.

Alarmes com localizadores apresentados na TV


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Car jacking: um crime cada vez mais comum

Um sistema de alarme e localização por GPS, capaz de receber comandos via GSM, foi recentemente apresentado num canal televisivo como possível solução para o aumento do roubo violento de viaturas, conhecido por "car jacking".

Não sendo uma novidade, já que este tipo de alarme tem sido aqui mencionado por diversas vezes na sua versão para veículos e individual, é uma solução interessante, que deveria ser implementada em conjunto com uma seguradora, reduzindo a componente referente a roubo ou furto da viatura a quem instalar um sistema deste tipo na respectiva viatura.

No modelo apresentado na reportagem, que implementa as características básicas que mencionamos previamente, falta a possbilidade de receber informação dos sensores do "airbag", enviando automaticamente um alarme para um número pré-programado, tal como a União Europeia pretende como norma.

A possibilidade de imobilizar o veículo, comum a muitos destes sistemas, é de extrema importância, mas tem que ser usada com extrema cautela, sobretudo quando se desconhece se estão no interior outros que não os assaltantes, razão pela qual esta opção deve ser equacionada a um nível profissional.

O sistema proposto na televisão, para além de várias vezes mais caro do que s que aqui mencionamos, implica, ainda, uma mensalidade de 7 euros, algo que podia ser evitado caso este serviço fosse prestado por uma seguradora ou, por exemplo, pelo Automóvel Clube de Portugal, que possui um "call center" com as competências adequadas para responder a este tipo de situações ou poderá encaminar o contacto para as autoridades policiais.

Num ano em que o "car jacking" surge como um dos crimes em maior expansão no nosso País, o recurso a localizadores que integram alarme, GPS e GSM poderá ser um contributo para dissuadir alguns criminosos, sobretudo se aliado a outros meios e a atitudes prudentes por parte dos proprietários, mas que não substitui uma investigação criminal competente e eficaz.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Adicionamos novas ligações


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Bombeiros para sempre

Adicionamos novas ligações para os "blogs" "Bombeiros para sempre" e "Restauro de S3 88", que abordam, respectivamente, a temática do socorro e da emergência e o restauro de um Land Rover Série 3.

Ambos os temas, apesar de muito diferentes, enquadram-se entre os assuntos que aqui abordamos, facto que se torna evidente quando lembramos que foi o recurso a veículos de todo o terreno como meio de prevenção de incêndios florestais que se deu início a este espaço de reflexão.


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Restauro de Série 3 88"

Em textos separados, publicados recentemente, já apresentamos estes dois "blogs", sendo que nessa altura fizemos uma pequena descrição dos respectivos conteúdos.

Convidamos os nossos leitores a visitar os "blogs" que hoje apresentamos e a apoiar ambas as iniciativas através de comentários e sugestões.

Alterações na formação de bombeiros


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Formação nos bombeiros de Odivelas

O director Nacional de Bombeiros, uma das entidades que integram a Autoridade Nacional de Protecção Civil, revelou que serão introduzidas alterações a nível da formação, através da sua uniformização e descentralização.

Uma das decisões tomada é a instituição de uma rede nacional que integra uma bolsa de formadores e garanta a qualidade da formação ministrada através de citérios objectivos de avaliação que verifique conteúdos formativos e carga horária.

Outra inciativa sera a criação de programas uniformes a nível nacional, suportados em meios interativos como CD ou DVD, que serão distribuidos pelas várias entidades responsáveis pela formação.

Também serão elaborados manuais de segurança no trabalho com a distribuição de exemplares para utilização individual, prevendo-se que também a nível da medicina no trabalho se façam progressos através de um programa de cooperação inter-ministerial.

Falta, no entanto, uma abordagem diferente do risco inerente às missões de socorro, nomeadamente no respeitante a um conjunto de atitudes, muitas vezes algo temerárias, ou a procedimentos que, sendo por vezes facultativos, acabam por se revelar essenciais para a segurança.

A formação, para além de aspectos técnicos, deve ter uma especial atenção a todo um conjunto de factores que, sendo aparentemente periféricos, condicionam as missões de socorro e contribuem decisivamente para o sucesso ou fracasso destas, razão pela qual a existência de um responsável pelos procedimentos de segurança deve ser existir em todas as corporações.

Espera-se que sejam incluidos no material de formação a informação necessária para que exista uma efectiva diminuição a nível de riscos, incluindo um conjunto de comportamentos, atitudes e procedimentos que tornem as missões de socorro tão seguras quanto possível.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Inversor de corrente de 75W no EBay


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Inversor de corrente de 75W no EBay

Já não é a primeira vez que apresentamos um inversor de corrente, capaz de converter os 12V DC de um veículo automóvel nos 220 AC comuns a muitos electrodomésticos, mas o baixo preço desde modelo levou-nos a mencioná-lo.

Este equipamento tem um sistema de corte automático em caso de sobrecarga e destina-se a alimentar dispositivos que consumam menos de 75 W, tal como sucede com computadores portáteis, câmaras, leitores de CD ou outros, ligando-se directamente a uma tomada de isqueiro normalizada ou a uma extensão.

Este modelo não se destina, obviamente, a frigoríficos ou outros equipamentos de médio ou elevado consumo, para os quais há soluções adequadas mas francamente mais dispendiosas.

Lembramos que o recurso a equipamentos que operem a 220 V normalmente penaliza bastante as baterias, pelo que a instalação de um sistema duplo, com a cablagem e controle apropriados é fundamental para evitar surpresas.

O valor é de perto de 12 euros, incluindo portes, equivalendo a perto de metade dos que são vendidos em Portugal, pelo que pode ser uma alternativa a ter em conta por parte de quem necessite de um inversor de corrente.

Gaia vai ter taxa para suportar a Protecção Civil


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Equipa dos Bombeiros Sapadores de Lisboa

Já abordamos a questão do pagamento de uma taxa municipal destinada a suportar custos relacionados com a Protecção Civil, autorizada por decisão governamental e que corresponde, em termos práticos, a um novo imposto e consequente aumento da carga fiscal, mas o que até agora era apenas uma possibilidade em breve será passado à prática em Vila Nova de Gaia.

A legislação publicada em Dezembro de 2006 permite às autarquias fixar taxas destinadas a suportar despesas no âmbito da Protecção Civil, facto que foi na altura comentado mas que escapou à crítica de quem se opõe ao aumento de impostos.

Com o município de Gaia a fixar a nova taxa em, pelo menos, 15 euros para os moradores em edifícios urbanos e 25 euros para indústrias, comércio e serviços, extensível a todos as entidades não directamente dependentes da Autarquia, a medida entrará agora efectivamente em vigor, após aprovação defenitiva em Assembleia Municipal.

Este custo será suportado por todos, independentemente de recorrerem ou não aos serviços, mas em contrapartida deixará de ser paga aos Sapadores de Gaia a taxa referente a serviços não urgentes, como abertura de portas ou o transporte de doentes em ambulância.

Estamos cada vez mais perante uma situação em que os impostos cobrados pelo Estado, cada vez mais elevados, se destinam apenas a sustentar a existência de uma máquina e não o seu funcionamento, sendo cada vez maior o número de serviços de primeira necessidade pagos através de taxas adicionais.

Sem por em causa a necessidade de financiar a Protecção Civil, fazer o custo recair sobre as populações através de uma taxa ou imposto adicional, corresponde a um efectivo aumento da carga fiscal e à imposição de pagar para ter acesso a um direito constitucional.

É, efectivamente, fácil equilibrar contas quando se podem lançar impostos ou taxas que suportem os serviços que antes eram prestados gratuitamente pelo Estado, desorçamentando os ministérios que detêm a responsabilidade de garantir um conjunto de funções e missões essenciais à protecção e à segurança dos cidadãos, pelo que, não havendo uma contrapartida em termos de descida da carga fiscal, somos manifestamente contra este novo aumento de impostos.

domingo, janeiro 06, 2008

Feliz Natal para os nossos amigos da Europa de Leste


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Cartão de Natal dos tempos soviéticos

Queremos desejar aos nossos amigos da Europa de Leste, que usam o calendário Juliano e festejam o nascimento de Cristo no dia de hoje, um Feliz Natal.

Lembramos que o calendário ortodoxo difere em treze dias do que seguimos em Portugal e que o Natal acaba por coincidir com o nosso Dia de Reis, data em que são trocados presentes em diversos países europeus.

A todos, um Feliz Natal.

Filiação partidária como critério de nomeação - 1ª parte


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Sede da Caixa Geral de Depósitos

Acaba por ser preocupante que a nova administração do Banco Comercial Português (BCP) ou da Caixa Geral de Depósitos (CGD) inclua um conjunto de elementos ligados a partidos políticos, cujo principal mérito, nalguns casos parece ser a sua filiação partidária, e não se pode ignorar o que se passa em redor da nomeações de novos administradores, de tal forma são representativas dos critérios de escolha para cargos de responsabilidade dentro e fora do Estado.

Se em relação ao BCP, que é uma entidade privada e se submete, teoricamente, às leis do mercado, cabendo aos acionistas eleger os administradores, sem que haja, em princípio, intervenção governamental, surge a dúvida sobre a necessidade de a administração de um banco privado integrar militantes do partido que suporta o Governo.

Este argumento ganha mais força devido às investigações que pedem sobre o BCP e que são protagonizadas por entidades do próprio Estado, dirigidas por alguém nomeado por critérios de confiança politica, de quem depende, em última instância aceitar ou não a nomeação dos novos administradores.

Podemos, portanto, estar diante de uma perigosa concessão de uma entidade privada ao Estado, concretamente a quem o controla politicamente e de quem dependem os sorgão de supervisão, como a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ou o Banco de Portugal (BdP).

No caso da CGD, detida pelo Estado, o caso muda de figura e podemos estar diante de opções de carácter meramente político-partidário, resultante de uma suposta divisão de cargos entre os partidos políticos que alternam no Governo e que serve, em muitos casos, como repositório de dirigentes políticos caidos em desgraça que aí fazem a sua "travessia do deserto".

Durante anos, em prol de um suposto equilíbrio, quando o Presidente do BdP era socialista, o da CGD era social-democrata e vice-versa, a bem de uma estabilidade, de uma equidade ou de uma outra qualquer vantagem etérea que não é possível entender à luz de critérios objectivos de profissionalismo ou de competência.

sábado, janeiro 05, 2008

Lisboa-Dakar 2008 anulado: E a solidariedade?


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Logo do Dakar 2008

A edição do Lisboa-Dakar deste ano foi anulada devido a questões de segurança, ao facto de o Governo francês ter desaconselhado os seus cidadãos a viajar para a Mauritânea, onde uma família francesa foi recentemente assassinada, e, tanto quanto se sabe, à pressão das seguradoras.

Esta edição do rali Lisboa-Dakar deveria realizar-se entre este sábado até 20 de Janeiro, atravessando diversos países africanos, entre os quais a Mauritânia, onde no dia 24 de Dezembro do ano passado, uma família de quatro turistas franceses, incluindo menores, foram assassinados.

A pressão do Governo francês e ameaças directas de organizações terroristas ligadas à Al-Qaeda levaram a organização a optar pela anulação da prova, do que resultam diversos problemas, inclusivé a nível diplomático.

Será difícil e sempre discutível avaliar se esta foi ou não a decisão correcta, mas não podemos deixar de lembrar que o Lisboa-Dakar se reveste de um conjunto de aspectos, alguns dos quais são agora esquecidos face à perda da espectacularidade da competição e da sua envolvência directa.

Existe, no entanto, uma vertente que não a desportiva que será particularmente preocupante, nomeadamente o impacto desta prova na economia dos países que atravessa e nas diversas iniciativas de solidariedade que, de forma directa ou indirecta, dependem da realização do rali.

Para países como a própria Mauritânea, que surge no meio do conflito, a passagem desta prova traduz-se em receitas turísticas da maior importância para o precário equilíbrio financeiro em que vivem e os donativos transportados por concorrentes ou veículos de apoio traduzem-se numa significativa mensagem de esperança para algumas das populações mais pobres da região.

Ao anular a prova desportiva, que serve de âncora a toda uma envolvência solidária, a organização não se limitou a comprometer o trabalho e as expectativas dos participantes, mas terá decidido no sentido que irá prejudicar seriamente um conjunto de nações, afectando as suas economias e tornando-as mais vulneráveis a movimentos extremistas, que assim vêm duplamente recompensada a sua forma de actuar.

Esta vertente, que não vimos merecer qualquer relevo ou sequer ser discutida pela comunicação social e pelos próprios adeptos ou entusiastas da prova, poderá ter graves consequências futuras, como extremar o radicalismo, aumentar os perigos de travessia no futuro e, em última instância, acabar em defenitivo com uma das provas de maior tradição automobilística.

Assim, sem podermos concluir se esta opção foi correcta, porque nos recusamos a fazer futurologia, consideramos que o verdadeiro impacto da decisão tomada ainda não foi devidamente avaliado e será, certamente, muito superior ao que agora parece resultar da anulação de uma simples edição da prova.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Bolsa para identificação


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Bolsa para identificação

Recentemente mencionamos um suporte para cartões de identificação, de baixo custo e de utilização flexível, mas que poderá não proteger adequadamente a identificação do portador.

Pensada para transportar de forma visível os cartões das empresas de segurança, obrigação legal no Reino Unido e que parece ignorada entre nós, este modelo de bolsa reforçada permite exibir uma identificação de forma segura e sem receio de ser perdida.

Esta bolsa permite ser usada presa num cinto com até 5 cm de largura, presa por uma correia em redor do pescoço ou por uma banda elástica em torno do braço, sendo que todos os acessórios são fornecidos conjuntamente na altura da aquisição.

Os preços no Ebay, incluindo portes, andam pela dúzia de euros, incluindo portes a partir de Inglaterra, sendo uma alternativa prática e flexível a muitos dos suportes comercializados entre nós por valores francamente mais elevados.

Morte por falta de atendimento no hospital de Aveiro


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Hospital de Aveiro

A morte de uma idosa por falta de atendimento atempado nas urgências do hospital de Aveiro, volta a levantar questões repetidamente abordadas, mas que carecem de uma resposta credível por parte do Ministério da Saúde.

Neste caso concreto, o óbito verificou-se perto de 4 horas após a entrada da vítima nas urgências, tendo-lhe sido colocada, segundo o protocolo de Manchester, uma bracelete amarela, correspondendo a um estado de gravidade intermédia e um tempo de espera máximo de uma hora.

Lamentavelmente, o afluxo de pacientes foi anormalmente alto, o período expectável de atendimento largamente excedido e a idosa faleceu sem assistência médica, tendo o pessoal hospitalar sido alertado por outros doentes em maca que esta deixara de se mexer.

Se por um lado já ouvimos as condolências e um certo assumir de responsabilidades por parte da directora do hospital, também escutamos uma óbvia desresponsabilização de um ministro que sabe terem sido desactivadas unidades de saúde em áreas circundantes, resultando no aumento de utentes nas que ainda subsistem.

Também a Ordem dos Médicos (OM) já condenou esta política de encerramento de unidades ou de valências, que sobrecarrega as que se mantêm e que não receberam reforços em pessoal e meios de modo a responder atempadamente ao aumento se solicitações, com os resultados que agora começam a ser públicos.

Tal como seria de esperar, a OM iliba os médicos e o hospital de Aveiro e concentra as críticas e a responsabilidade no próprio Primeiro-Ministro e não no titular da Saúde com quem o diálogo com a Ordem parece ser impossível.

Substituir unidades de saúde por equipamentos de socorro que transportem tão rapidamente quanto possível as vítimas para as urgências mais próximas, tal como preconiza a política do Ministério da Saúde, terá em várias situações, inevitavelmente, o desfecho trágico que ocorreu em Aveiro, pelo que insistimos no fim desta confusão promíscua entre socorro, atendimento hospitalar e solidariedade social que alguns tentam, sem sucesso, amalgamar.

Nunca foi revelado um estudo onde sejam divulgados os dados que presidiram a esta suposta reestruturação, incluindo nele desde as distâncias a percorrer, os trajectos possíveis e os tempos de percurso, a redundância dos meios, a capacidade das unidades para onde os pacientes são encaminhados, os limites de ruptura das mesmas e todo um conjunto de factores que permitiriam sustentar uma decisão política que surge como desastrosa e dar alguma traquilidade às populações.

Infelizmente, em Portugal parece haver uma significativa dificuldade para planear, prever, simular e, com base em conclusões sólidas, tomar opções políticas correctas e sustentadas em estudos credíveis e públicos, pelo que as de decisões se baseiam em pouco mais do que intuições e nas ilusões de quem pensa que, apenas porque detém a responsabilidade de um alto cargo do Estado, tem a capacidade inata de decidir sem uma base de trabalho que traduza a realidade.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Land Rover Defender em cartolina


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Land Rover Defender da polícia em cartolina

Já apresentamos, há alguns meses, um Land Rover Série em cartão, também proveniente da Europa de Leste, pelo que a versão do Defender 90 da polícia inglesa não é algo de absolutamente inédito.

Tal como mencionamos anteriormente, os modelos em papel são tradicionais em alguns países europeus e permitem a duplicação de modelos com alguma facilidade, sendo uma recordação curiosa que permite aos mais novos algum tempo de diversão.

Estes modelos são baratos, na ordem a meia dúzia de euros incluindo portes e permitem obter resultados surpreendentes, fazendo duvidar que sejam inteiramente em cartolina.

Seja como uma prenda de Natal atrasada ou como retribuição por outra, esta é uma sugestão de uma recordação destinada sobretudo aos adeptos dos Land Rover.

A interioridade no discurso de Ano Novo da Presidência


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O Presidente da República Aníbal Cavaco Silva

Embora o comentário político não seja objectivo deste espaço, o discurso de Ano Novo do Presidente da República, por abordar um conjunto de assuntos que aqui têm sido referidos, nomeadamente no respeitante a um conjunto de medidas que tendem a desertificar o Interior e torná-lo mais vulnerável a uma série de factores de origem natural, mas também derivados da acção humana, justifica que seja aqui abordado.

Não vamos comentar todos os temas abordados pelo Chefe de Estado, mas tão somente os que refletem as preocupações específicas da temática que abordamos, pelo que nos centramos na questão do desenvolvimento regional e do aumento de assimetrias resultantes das políticas dos últimos anos.

A alusão aos centros de saúde e às urgências que têm sido sucessivamente encerrados, contribuindo para uma desertificação do Interior, enquanto é oferecido um simbólico desconto de uns pontos percentuais no IRS ou no IRC, de que apenas um reduzido número de portugueses benefecia, tais os baixos rendimentos auferidos pela maioria da população, é essencial para clarificar a posição da Presidência perante uma opção política que apenas desertifica o Interior.

É fácil de compreeder que ninguém de bom senso, sobretudo quem tem família e menores a cargo, aceita ir para uma zona do País onde os cuidados médicos e o socorro não funcionam, a troco de um hipotético aumento de dois a três por cento no seu rendimento líquido.

Mais grave ainda, para os mais desfavorecidos, que não pagam IRS, não existe qualquer contrapartida fiscal, com o agravante de o afastamento dos centros de saúde, para além das graves consequências sociais, serem penalizadoras de um rendimento já de sí diminuto.

Com base nesta conclusão, facilmente se percebe que a suposta vantagem fiscal será ignorada, continuando o Interior a ficar cada vez mais abandonado, pondo em causa princípios básicos de subsidariedade e de solidariedade que, infelizmente, podem por em causa a unidade nacional.

Lamentavelmente, temos um Estado que usa os impostos para se auto-sustentar, enquanto todos os serviços passam a ser pagos através das mais diversas taxas, como se de opcionais se tratassem, nestes incluindo alguns dos mais básicos direitos, como o acesso a cuidados médicos, à justiça ou à educação.

Esta falta de visão estratégica integrada, que se traduz num navegar à vista, com medidas ou decisões meramente reactivas em quase todos os aspectos da vida nacional que não se prendem com o equilíbrio das contas públicas, está a comprometer seriamente o desenvolvimento do País e a por em causa as gerações futuras, em breve confinadas a uma pequena faixa no Litoral onde cada vez mais se concentram todos os cada vez mais escassos serviços fornecidos pelo Estado.

As políticas sectoriais, algumas das quais válidas, perdem-se na falta de coordenação e de comunicação, que condena ao fracasso as iniciativas que pretendem aumentar a competitividade das zonas mais desfavorecidas, as quais perdem sentido e, muitas vezes, apenas aumentam a despesa pública sem que daí resultem contrapartidas para as populações.

O alerta para as consequências de uma política que está a transformar Portugal numa cada vez mais estreita faixa à beira-mar há muito que era uma imposição, esperando-se agora que haja consequências e sejam estudadas alternativas resultantes de uma visão integrada do País e de um planeamento que tenha em conta as várias variáveis e necessidades sectoriais, fazendo a necessária síntese e implementando no terreno opções realistas e eficazes.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Leitor de cartões SIM com ligação USB


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Leitor de cartões SIM com ligação USB

A perda de contactos ou outras informações gravadas nos cartões de telemóveis é um problema com que se deparam muitos utilizadores, razão pela qual vários operadores prestam um serviço de "backup" que consideramos algo dispendioso.

Com um pequeno adaptador que se liga a uma porta USB de um computador pessoal com Microsoft Windows 98, ME, 2000 ou XP é possível ler os cartões Micro SD (T-FLASH) e SIM (GSM/CDMA), salvaguardando os dados aí armazenados, que podem ir desde agendas até SMS, passando por registo de chamadas.

Este leitor tem apenas 6.5 x 1.0 x 2.0 cm, suporta "interfaces" USB 2.0/1.1 e dispensa uma fonte externa de energia, pelo que é uma solução prática e relativamente universal dentro do universo Windows.

Salientamos que este sistema não salvaguarda informações contidas no próprio telemóvel, mas tão somente as que estão gravadas no cartão SIM, pelo que para o restante conteúdo terá que ser usada outra alternativa.

Por pouco mais de meia dúzia de euros, esta é uma alternativa a um serviço pelo qual é cobrado um preço abusivo e permite uma maior tranquilidade a todos quantos confiam no telemóvel para armazenar informação.

"Blog" Bombeiros para sempre


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"Blog" Bombeiros para sempre

Temos sempre todo o gosto em noticiar a existência de espaços de reflexão e discussão onde temas como o socorro são debatidos, pelo que é inevitável mencionar aqui o "blog" Bombeiros para sempre.

Neste "blog" discutem-se questões relacionadas com as várias vertentes da actividade dos bombeiros, desde incêndios florestais até missões de socorro, analisando-se os vários problemas com que os soldados da paz se debatem no seu dia a dia.

Esta é uma visita que se justifica de forma repetida, dado que estamos diante de um "blog" que é actualizado com muita frequência, algo cada vez mais raro, e onde se podem encontrar assuntos da maior actualidade.

Finalmente, desejamos uma vida longa ao "blog" Bombeiros para sempre e felicidades a quem o escreve, esperando que contribua durante muitos anos para o debate e o esclarecimento da problemática do socorro em Portugal.

Brevemente, iremos actualizar a lista de ligações que temos no nosso "blog" do Verão Verde, de modo a incluir novos "links" e a remover alguns que se referem a espaços que há muito deixaram de ser actualizados.

terça-feira, janeiro 01, 2008

Feliz Ano Novo


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Um Feliz Ano de 2008 para todos!

No início deste novo ano, desejamos a todos os nossos amigos e leitores um Feliz 2008 em que os vossos desejos se tornem realidade.

Esta é, sobretudo, uma altura de celebração, pelo que não vamos perder-nos em análises do ano que agora terminou nem entrar em previsões para o futuro, optando por deixar, sobretudo, uma mensagem de esperança e de confiança no futuro.

A todos, desejamos um Feliz 2008 com muita alegria e paz.